Noite para a história em Alvalade
18 mar, 2026
Foi uma noite inesquecível para o futebol português.
Não era impossível, mas apresentava-se particularmente difícil a tarefa do Sporting no desafio de ontem à noite, a contar para a Liga dos Campeões, frente a um adversário com tinha vencido de forma inapelável, em sua casa, faz hoje uma semana.
O que então aconteceu em Bodo, na Noruega, exigia um registo diferente, com muito esforço e uma enorme concentração, e também uma forte crença de que seria possível dar a volta a um resultado gordo, só possível mercê de uma atitude muito diferente daquela que exibira no norte da Noruega.
E essa mudança aconteceu, sentindo-se até muito cedo em Alvalade, onde os leões entraram exteriorizando muita determinação, a tomar conta do jogo, de tal maneira que nos primeiros dez minutos o Sporting desperdiçou pelo menos duas claras oportunidades de começar a construir uma vitória robusta.
Mas não foi somente nesse pequeno período que os jogadores escalados por Rui Borges revelaram capacidade para total entrega ao jogo, dominando um adversário que chegara a Lisboa com uma pesada bagagem, preenchida com vitórias sobre o Manchester City, o Atlético de Madrid e Inter de Milão, acompanhadas por actuações de muita qualidade.
E nem sequer o facto de o Bodo se apresentar como uma equipa fisicamente em condições excepcionais, ajudada pelo facto de ainda não ter começado sequer o campeonato do seu país, serviu de mote para que o adversário português entendesse que eram menores as suas possibilidades de seguir em frente, para outra eliminatória da Liga dos Campeões Europeus.
Foi uma noite inesquecível para o futebol português e, em especial, para o Sporting, que já há mais de sessenta anos conseguira cilindrar o todo poderoso Manchester United, servido então por jogadores lendários, tais como Bobby Charlton, Jackye Charlton e George Best, entre outros.
“Épico, soberbo e impressionante” foram reacções que ontem, depois do jogo em Alvalade, chegaram de Espanha, França, Brasil e Argentina, o perfeito reconhecimento da epopeia vivida pela família leonina, após uma jornada cujo registo fica na história para sempre.
E sendo justo destacar alguns jogadores pela forma como se evidenciaram ao longo de cento e vinte minutos, merece igualmente um aceno especial o seu treinador Rui Borges, tantas vezes injustiçado, tanto no próprio seio leonino, como fora das paredes de Alvalade, incluindo comentadores e alguma comunicação social caseira.
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