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Opinião de Ribeiro Cristovão
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Claro que há um favorito

22 mai, 2026 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Atribuir aos leões uma percentagem maior de favoritismo não serve para apoucar a histórica formação de Torres Vedras.

Claro que há um favorito na final da Taça de Portugal a que vamos assistir no próximo domingo.

Chama-se Sporting Clube de Portugal, sem menosprezar o seu adversário, o Sport Club União Torreense, do qual se aguarda um forte poder de combatividade, que ajude a não dar tréguas ao onze de Alvalade, e que saia do Estádio Nacional com plena consciência de que valeu a pena ficar na história.

Atribuir aos leões uma percentagem maior de favoritismo não serve para apoucar a histórica formação de Torres Vedras.

Todos sabemos também em que condições vai tomar parte nesta final da Taça, num momento em que está também empenhada numa outra frente, o play-off de subida de divisão, no qual conta com um adversário, o Casa Pia, com pretensões de chegar à próxima quarta-feira motivado pela ambição poder manter-se no escalão maior, após uma época tão atribulada e cheia de dificuldades na primeira divisão.

Para o Sporting o desafio do Estádio Nacional reveste-se, sobretudo, de dar corpo à ideia de que a temporada a terminar não pode acabar em branco, não obstante ter conseguido um honroso segundo lugar no Campeonato que, entre outras prebendas, dá direito a participar na Liga dos Campeões Europeus, ficando também a saber-se neste fim de semana, se com entrada directa ou não na maior, mais prestigiosa e mais rica competição do velho continente.

Vamos, por isso, ter no domingo próximo uma final susceptível de gerar enorme expectativa.

Não é vulgar chegar-se a uma situação como a presente, ou seja, uma equipa do escalarão principal ter pela frente um adversário vindo de uma divisão secundária.

E é apenas essa a circunstância que permite afastar muitas dúvidas sobre qual das duas equipas irá receber e erguer a Taça de Portugal na tribuna do palco sempre mais desejado pelos clubes portugueses.

Que, como sempre, tenhamos festa rija, a começar logo pela manhã na mata do Vale do Jamor, onde todos se vão irmanar durante largas horas, independentemente das cores pelas quais vão torcer noventa ou mais minutos, fazendo-se acompanhar pelas mais variadas iguarias que, adeptos adversários trocam entre si com a maior alegria.

Como todos os anos acontece!!!

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