Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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Afinal havia outro

25 mai, 2026 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Dizer que a equipa de Torres Vedras foi a justa vencedora da final contra o Sporting é encurtar um pouco uma verdade indiscutível.

Escrevemos nesta mesma página, na última sexta-feira, que o Sporting Clube de Portugal se iria apresentar no estádio nacional, para a final da Taça de Portugal, como o grande favorito para chegar à vitória final, E justificámos.

Mas, afinal havia outro, o Torreense, que acabou por contrariar a grande maioria das previsões do nosso mundo desportivo, levando a Taça e sua memória para uma cidade que em tempos ficou também verdadeiramente conhecida como a terra do enorme ciclista Joaquim Agostinho, o qual, curiosamente, se tornou célebre com a camisola do Sporting vestida.

Ganhar no Jamor não era tarefa fácil para a equipa comandada por Tralhão, tendo em conta todas as circunstâncias de que o jogo se poderia vir a desenrolar.

Os leões constituíam-se como favoritos, tanto mais que os torreenses se apresentavam em condições diferentes, por estarem também empenhados noutra batalha, a de se baterem com o Casa Pia por um lugar no próximo campeonato da primeira liga.

Dizer que a equipa de Torres Vedras foi a justa vencedora da final contra o Sporting é encurtar um pouco uma verdade indiscutível, porque logo aos quatro minutos a formação comandada por Tralhão se colocou em vantagem, donde só seria arredada na segunda parte do jogo.

Tornou-se muito difícil compreender a forma humilhante como os leões se entregaram ao jogo durante os cento e vinte minutos em que os jogadores se mantiveram sobre o relvado.

De uma equipa insípida, sem força, e sem capacidade para se opor a um adversário do escalão secundário, não se podia esperar muito mais. Fica por saber quais as razões que determinaram tanta ausência de qualidade num grupo que, muitas vezes, durante a temporada agora finda, chegou a ser considerada como aquela que melhor futebol praticava em Portugal.

Agora, ver-se-á que estragos serão causados por esta vergonhosa e vexatória derrota, pensando-se que o treinador Rui Borges poderá ser o primeiro a ficar fora da equação, muito embora as suas declarações pós-jogo tenham deixado a ideia de que o seu propósito é continuar.

Por tudo isto e devido a um conjunto de evidentes razões, a batata quente está, a partir de agora, apenas e só às costas do presidente Frederico Varandas.

E não tem muito tempo para tomar decisões, que se afiguram como fundamentais para salvaguardar o futuro imediato do clube de Alvalade.

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  • Lançar Foguetes
    25 mai, 2026 antes da festa, dão nisto 10:54
    Varandas quis começar desde logo a planificar a nova época, sem perceber que esta ainda não tinha terminado... E tenho a impressão que o atual Treinador, não estará muito mais tempo aos comandos do SCP...