Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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A França já começou a assustar

17 jun, 2026 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Grande parte dos jogadores oriundos do Congo actuam em clubes europeus.

Se até ontem não se podia falar abertamente em verdadeiros favoritos quanto à vitória final no Mundial de Futebol, o jogo de ontem entre a França e o Senegal começou a destruir essa ideia, com os gauleses a afirmarem-se, até agora, como a melhor equipa que está nesta competição.

A Costa do Marfim já havia deixado sinais de que o futebol africano está muitos patamares acima de há alguns anos atrás, Cabo Verde também impressionou fazendo sofrer a Espanha até ao fim, mas foi o Senegal que melhor conseguiu realizar um jogo de qualidade, impondo-se aos franceses na primeira parte, e só sucumbindo quando a força gaulesa veio ao de cima, acabando por justificar uma vitória obtida sem discussão, e deixando a “ameaça” de que vai poder confirmar que se trata, verdadeiramente, de um sério favorito quanto à vitória final.

Com Mbappé ao nível que se lhe conhece e reconhece, acolitado por companheiros que não desmereceram a convocação, a selecção comandada pelo veterano Didier Déschamps foi categórica, expressando futebol de alto nível, e recomendando aos adversários que lhes irão sai ao caminho o maior cuidado, porque a França pode sair deste campeonato transportando até Paris o símbolo da sua terceira conquista mundial.

Hoje é a vez de Portugal apresentar as suas cartas credenciais, defrontando os africanos da República Democrática do Congo, num desafio que se apresenta como de muitas dificuldades, mesmo que consideremos a maior qualidade da selecção lusitana.

Grande parte dos jogadores oriundos do Congo actuam em clubes europeus, onde têm aumentado o seu grau de competitividade e melhorado a sua qualidade, sendo também de salientar a condição física dos atletas africanos, que muitas vezes surpreende os adversários europeus.

Os jogadores portugueses partem para o desafio de hoje conscientes de que vai ser necessário entregarem-se ao mesmo com a maior determinação a partir do primeiro minuto, e mantendo esse ritmo durante todo o tempo.

A Roberto Martinez cabe também um grande quinhão da responsabilidade que cabe a todos, conscientes de que os milhões de portugueses que “jogam” por fora aguardam um bom começo do mundial, no qual começam como um dos vários candidatos.

Veremos hoje se o confirmam.

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