O fim chegou mais cedo
07 jul, 2026
Resta-nos olhar para o futuro, sabendo-se que muitas mudanças vêm a caminho.
Ao contrário do que poderia esperar-se e se desejava, o jogo de ontem à noite com a Espanha, acabou por tornar-se no jogo das despedidas.
Desde logo porque a nossa selecção disse adeus ao Mundial que decorre bem mais cedo do que se desejava e esperava, depois porque Roberto Martinez também dirigiu a equipa nacional pela última vez.
Todos sabíamos que o desafio com nossos vizinhos espanhóis não se nos apresentava como tarefa fácil.
Era bastamente reconhecida a capacidade e qualidade deste adversário, bastando para isso fazer um relance por quanto havia já produzido neste Campeonato, em comparação com a produção portuguesa, demasiado inconstante, a deixar adivinhar que em momento de maior aperto tudo se poderia complicar.
E foi o que aconteceu na noite de segunda-feira frente ao adversário espanhol que, mesmo marcado durante largos períodos do jogo deixou transparecer sempre a ideia de que acabaria por confirmar-se o favoritismo com que entrara em campo.
Bem se pode dizer que a tarefa portuguesa neste Mundial poderia ter sido mais prolongada, não fora um calendário tão apertado como aquele que nos calhou após o apuramento que resultou da fase de grupos, e que, logo no início do período do mata-mata nos deixou no sapatinho uma prenda chamada Espanha, entrada neste Campeonato com ambições superiores às nossas, por razões perfeitamente visíveis e compreensíveis.
Agora, face ao quadro criado, resta-nos olhar para o futuro, sabendo-se que muitas mudanças vêm a caminho e não demorarão a chegar até nós.
Primeiro, porque Roberto Martinez foi lesto em confirmar ontem o abandono do cargo onde se manteve durante mais de três anos, depois porque ontem à noite terá sido também a derradeira vez que a nossa maior bandeira de sempre, Cristiano Ronaldo, vestiu a camisola das quinas, à qual prestou tantos e tão relevantes serviços ao logo de mais de duas dezenas de anos, e que todos temos de lhe agradecer.
Chamam-lhe, agora, o fim de um ciclo. E é verdade.
Ficamos, por isso, agora a aguardar o próximo, com o desejo de que seja melhor, e servido por gente diferente.
Porque caso contrário, a nossa praça continuará pejada dos “facas longas” que tanto têm contribuído para a instabilidade que dura há muito tempo.
- 09 jul, 2026
- 06 jul, 2026
- 04 jul, 2026
- 01 jul, 2026
- 29 jun, 2026
- 25 jun, 2026
- 22 jun, 2026
- 19 jun, 2026
- 18 jun, 2026



