A+ / A-

São Bento à Sexta

Costa Matos: "Duarte Cordeiro tem qualidades para ser o que quiser no PS"

24 abr, 2026 • Tomás Anjinho Chagas


O deputado socialista Miguel Costa Matos vinca que neste momento não há uma "disputa à liderança do PS", mas afirma que o antigo ministro do Ambiente "contará com todo o apoio". O antigo líder da JS defende que o PS "está unido". Sobre reforma laboral, desafia o Chega a não alinhar com o Governo.

Agitação no PS e a reforma laboral, com Miguel Costa Matos (PS)
Ouça aqui o programa semana "São Bento à Sexta". Foto: Beatriz Pereira/Renascença

O deputado do PS e antigo líder da Juventude Socialista (JS), Miguel Costa Matos, defende que Duarte Cordeiro "tem todas as qualidades para ser o que quiser no PS".

Em declarações à Renascença, durante o programa São Bento à Sexta, Costa Matos argumenta que o antigo ministro do Ambiente "teve coragem" ao tomar a decisão que anunciou no passado fim de semana, colocando-se de fora dos órgãos de direção do PS por vontade própria, para poder discordar da atual liderança.

"Duarte Cordeiro tem todas as qualidades para ser aquilo que quiser dentro do Partido Socialista", afirma o deputado do PS.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Miguel Costa Matos reconhece que tem uma ligação estreita ao antigo vice-presidente da Câmara de Lisboa e por isso manifesta apoio a qualquer momento: "É conhecido que sou amigo há muitos anos de Duarte Cordeiro, trabalho com ele há muitos anos, da minha parte contará com todo o apoio para poder ter no PS o melhor contributo poder ter".

Costa Matos, que foi subscritor de uma moção setorial crítica da direção de José Luís Carneiro refere-se a Duarte Cordeiro como um "extraordinário lministro do ambiente", recorda a sua passagem pelo Parlamento como secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e a maioria absoluta conquistada em 2022, quando era diretor de campanha de António Costa.

Apesar dos rasgados elogios, o deputado do PS vinca que "não estamos a falar, neste momento, de uma disputa à liderança do Partido Socialista" e acredita que o partido está "unido".

"Penso que o partido está unido em torno de um líder que acabou de ser eleito, tem um mandato de dois anos para afirmar a alternativa que queremos ser a este governo incompetente", afirma, durante o programa da Renascença.

Sobre as declarações de Pedro Nuno Santos, que agitaram as hostes dentro do PS, Miguel Costa Matos vinca que em partidos grandes é normal haver várias opiniões.

"É evidente que o PS é um partido plural, as opiniões divergentes existem, dentro e fora dos órgãos, existem em anteriores líderes do Partido Socialista, e isso é saudável", defende o antigo líder da JS.

Lei laboral: PS desafia Chega a não alinhar com o Governo

A UGT recusou, esta quinta-feira, o pacote laboral e o Governo insiste que vai avançar, mesmo com acordo da concertação social. Quando chegar ao Parlamento, Miguel Costa Matos desafia o Chega a não alinhar com o PSD no Parlamento.

"O Chega já percebeu que este pacote laboral é muitíssimo impopular", afirma.

O deputado do PS acredita que a opinião pública dificilmente vai perceber se André Ventura der a mão a Montenegro: "O Chega tem suficente juízo para não alinhar numa coisa dessas. É um desafio".

Costa Matos garante que vai pressionar o Chega para impedir que a lei laboral seja aprovada à direita. "Cá estaremos para dizer aos trabalhadores que, se o Chega alinhar no pacote laboral, prejudicou-os".

Sobre a posição de António José Seugro, que durante a campanha eleitoral afirmou que veta uma proposta que não tenha acordo na concertação social, Miguel Costa Matos acredita que o Presidente "tem sido coerente".

"Ele tem sido muito determinado a dizer que deve haver diálogo", afirma. O deputado socialista acredita que perante um veto, o Governo deve "reconsiderar".

"A palavra do Presidente deve servir para os partidos reconsiderarem", avisa o antigo líder da JS, convicto de um recuo no caso de um veto do Palácio de Belém.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.