São Bento à Sexta
Os bastidores do Parlamento e da política nacional. Sexta às 23h10.
A+ / A-
Arquivo
“Não é punição, é um prémio”: PSD defende trabalho social obrigatório

São Bento à Sexta

"Não é punição, é um prémio": PSD defende trabalho social obrigatório

12 jun, 2026 • Tomás Anjinho Chagas


No programa São Bento à Sexta, da Renascença, Carla Barros, deputada do PSD, critica a esquerda, que "fica muito preocupada quando se reduz o número de pobres", e a direita, que considera que "todos os pobres são preguiçosos". Sobre reforma laboral, a social-democrata acredita que o PS está "arrependidíssimo" de ter levado a UGT a rejeitar proposta.

Depois de passar no primeiro teste no Parlamento (baixou à comissão sem votação), Carla Barros, deputada do PSD, mostra-se confiante na aprovação da nova Prestação Social Única (PSU).

A deputada acredita que a obrigatoriedade de trabalho social para quem recebe apoios do Estado deve ser encarada como “um prémio” e não como uma punição".

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

A posição foi assumida durante o programa São Bento à Sexta, programa de política semanal da Renascença. Carla Barros sublinha que a medida pretende funcionar como um estímulo à entrada no mercado de trabalho: "Não pode ser visto como uma punição, é um prémio".

"Há um grande número de pessoas que têm condições e que nós temos que ajudar, colocar-lhes o trampolim para que dêem um salto mais alto", afirma Carla Barros, que sugere que há beneficiários que precisam de incentivo e acompanhamento e não de uma lógica meramente assistencialista.

Temos que colocar-lhes o trampolim para que deem um salto mais alto e não estarmos apenas a dar-lhes o cheque mensalmente, sem ativarmos as suas competências”, afirma a deputada.

Carla Barros ataca ainda os maiores partidos da oposição: a esquerda, que "fica muito preocupada quando se reduz o número de pobres", e a direita "sempre em guerra", que considera que "todos os pobres são preguiçosos".

Já sobre a reforma laboral, que deverá ser discutida no Parlamento na próxima semana, a deputada do PSD mostra confiança na aprovação do diploma. Ainda assim, critica a postura do PS e da UGT ao longo do processo negocial.

"A UGT está tomada pelos vírus do Partido Socialista, é um braço armado do Partido Socialista", atira.

A social-democrata considera que os socialistas devem estar agora "arrependidíssimos" por não terem demonstrado mais abertura para negociar no Parlamento e para convencer a UGT a chegar a acordo na concertação social.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.