Em Portugal, mais de 80% dos cuidadores informais são mulheres, mas há homens a remar contra a estatística. Mudam fraldas, preparam refeições, acompanham terapias e consultas. De um pai que cuida do filho a um filho que cuida da mãe, cinco homens mostram que cuidar não tem género. Mas os preconceitos persistem.
Dados mais recentes, de novembro de 2024, revelam que existem mais de 16 mil cuidadores com estatuto aprovado. Um número que representa "uma gota no oceano".
Associação Nacional de Cuidadores Informais (ANCI) queixa-se também da não aplicação de muitas medidas já previstas na legislação: "Tudo o que tem a ver com o cuidador informal fica na gaveta."
Entre os dois tipos de cuidadores, foram os cuidadores informais não principais que registaram o maior aumento, com mais 23% do que em julho de 2023 e 2,5% do que em junho deste ano.
Maria Anjos Catapirra lembrou que o estatuto sofreu alterações recentes, mas salientou que "a única coisa" em que isso se traduziu foi na inclusão de pessoas não familiares para a atribuição do estatuto.