Ex-gerente do empresário Carlos Santos Silva disse ter estranhado transferência de "centenas de milhares de euros" para um beneficiário que desconhecia. "Fui ao Google, vi que era a mãe do engenheiro José Sócrates e aí eu fui participar", testemunhou.
No banco dos réus, sentam-se ainda Amílcar Morais Pires, considerado o ex-braço-direito de Ricardo Salgado, o ex-administrador do BES Rui Silveira e o empresário luso-angolano Helder Bataglia.
Seis meses depois do início do julgamento defesa dos lesados acredita que o caso vai entrar numa nova fase com previsão de terminar apenas em 2026. Advogado de Salgado diz que arguido continua sem mínima noção do que se passa em tribunal.
Ricardo Salgado insistiu por diversas vezes que desconhecia a real situação financeira do grupo e que tudo foi feito para proteger os clientes do banco.
No julgamento do caso BES, o antigo primeiro-ministro recorda duas reuniões que teve com Ricardo Salgado e dois outros administradores do BES, quando foi pedido um financiamento de dois mil milhões de euros através da Caixa Geral e Depósitos para o GES. Pedro Passos Coelho diz que o pedido não tinha "viabilidade" e "não fazia sentido que o risco do GES fosse imputado para a CGD".