Euro 2025

"Mais que o sistema, não perder o ADN". Carolina Mendes traça o mapa para ganhar à Bélgica

11 jul, 2025 - 12:20 • Inês Braga Sampaio

A avançada da seleção nacional, que falhou o Euro 2025 devido a uma lesão grave, garante que "o grupo está com muita vontade de seguir para a próxima fase".

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Carolina Mendes ficou fora do Euro 2025 devido a uma lesão grave, mas confia que, lá dentro, as companheiras de cada jogo e estágio têm o que é preciso para ganhar à Bélgica e sonhar com os quartos de final. O importante, salienta, é que Portugal não abdique da sua identidade.

A avançada, que soma 124 internacionalizações — a primeira obtida há praticamente 19 anos, em novembro de 2006 —, sabe bem o que é passar pelos altos e baixos do futebol de seleções. Em declarações a Bola Branca, na antecâmara do "tudo ou nada" frente à Bélgica, e na primeira pessoa do plural, sublinha que, mais que o sistema, seja ele o 4-4-2 losango ou o 3-5-2, o fundamental é "sermos mais eficazes e voltarmos à nossa ideia de jogo".

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"Mais que o sistema, é preciso não perder o nosso ADN. Contra a Itália, conseguimos fazer isso, mostrámos todo o nosso caráter, espírito de luta e sacrifício. Passará muito por ai para ganhar à Bélgica", explica.

Neutralizar as saídas rápidas da Bélgica

Carolina Mendes esteve no último confronto de Portugal com a Bélgica, na Madeira, em junho, a contar para a fase de grupos da Liga das Nações. Terminou com um 3-0 a favor das belgas e a descida à Liga B do futebol europeu.

A avançada do Racing Power, de 37 anos, começa por defender que esse resultado "não espelha aquilo que foi o jogo".

"A Bélgica acabou por ser feliz e concretizar as oportunidades que teve, mas foi um resultado demasiado pesado para aquilo que Portugal fez. Tivemos varias ocasiões de golo, dominámos o jogo em muitos momentos, mas a realidade é que a Bélgica, as vezes que foi à baliza, fez golo", lamenta.

Ainda assim, a internacional portuguesa não deixa de detalhar em que é que Portugal deve melhorar para este jogo: "É neutralizar as saídas rápidas da Bélgica, sermos mais eficazes e voltarmos à nossa identidade de jogo. Sermos mais decisivos no último terço, concretizar as nossas oportunidades e evitar sofrer golos."

O último jogo com a Bélgica teve um desfecho negativo, mas Carolina Mendes lembra que, na primeira volta da fase de grupos da Liga das Nações, Portugal venceu fora frente às "diable rouges". Ou seja, são duas seleções que se conhecem bem.

"Conhecer o adversário do ponto de vista técnico-tático vai ajudar-nos a preparar melhor a partida e às jogadoras irem mais preparadas e capazes. Sabemos que é possível porque já o fizemos no passado", vinca.

Equipa está "com muita vontade" de se apurar

As contas de Portugal são simples, mas difíceis de concretizar. A equipa das quinas tem de ganhar à Bélgica, esperar que a Espanha derrote a Itália, e ainda precisa que, no agregado dos dois jogos, seja anulada a desvantagem de seis golos para as italianas.

"Enquanto há vida, há esperança", cita Carolina Mendes, que conhece o balneário da seleção como a palma da mão. É uma das líderes e, mesmo estando a ver de fora, garante que "o grupo está com muita vontade de seguir para a próxima fase".

"Foi um objetivo a que nos propusemos de início. O empate contra a Itália demonstrou que temos essa capacidade", afiança a avançada, que também deixa uma garantia: "No que depender de nós, vamos dar tudo para fazer uma grande partida contra a Bélgica, que passa por ganhar e ganhar bem."

As contas "são para se fazer no fim", conclui a jogadora, que estará a ver a partida desta sexta-feira, marcada para as 20h00, no Stade Tourbillon, em Sion. Terá acompanhamento ao minuto na Renascença.

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