Mundial 2026
Quem vão ser as pérolas sub-21 do Mundial? Eu digo-lhe
11 jun, 2026 - 06:15 • Francisco Sousa*
Yan Diomande, Mbekezeli Mbokazi e Gilberto Mora fazem parte da lista de 16 magníficos do futuro elaborada por Francisco Sousa, o comentador Bola Branca.
Não sendo esta uma prova de futebol jovem, o Mundial junta contudo uma série de jogadores em idade sub-21 destinados a dar o salto para patamares superiores entre os meses de julho e de agosto.
Yan Diomande é desde logo um dos nomes mais óbvios, até por já estar apontado a alguns dos principais emblemas do futebol europeu. Extremo explosivo, com grandes argumentos no 1x1, capacidade para romper por dentro e criatividade, ganhou argumentos no último passe e remate no Leipzig, que pode continuar a melhorar para chegar à elite.
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Na equipa marfinense, atenção a outro extremo com explosão – Bazoumana Touré, concorrente direto na ala esquerda de Diomande – e também ao médio Christ Inao Oulaï, de 20 anos, completo taticamente e com bom nível no passe.
Não podíamos falar em talento jovem sem destacar a tremenda geração marroquina, com a presença de um recente campeão mundial sub-20: o desequilibrador Gessime Yassine, extremo do Estrasburgo, que se faz acompanhar do cirúrgico médio e colega de equipa em França, Samir El Mourabet.
Já Talbi e Amaimouni também deixam água na boca, mas a grande novidade desta lista é mesmo Ayyoub Bouaddi, até há bem pouco tempo visto como uma das grandes promessas dos próximos anos para o meio-campo da seleção gaulesa, mas que acabou a optar pelo chamamento das raízes familiares. Aos 18 anos, já está cimentado no Lille, com uma leitura de jogo e técnica de passe acima da média, e que o ajudarão a chegar às melhores equipas do mundo em breve.
Encontramos também espalhados por outras seleções tecnicistas que têm tudo para chegar ao topo. Numa das equipas organizadoras da prova, Gilberto Mora ainda procura recuperar o espaço perdido depois de uma lesão recente e que teve de forma acentuada na Gold Cup do ano passado. Aos 17 anos, é a joia desta geração mexicana, com um descaramento nas ações com bola que o podem tornar relevante para Aguirre, nem que seja saindo do banco.
Também as seleções europeias apresentam jogadores que muito provavelmente darão o salto para um gigante depois deste Mundial. Johan Manzambi, da Suíça, é um box-to-box do mais categórico que se pode encontrar no futebol do ‘velho continente’ (o Braga que o diga…).
O belga Matías Fernandez-Pardo parte como alternativa a Doku, De Ketelaere e companhia, mas pode vir a ganhar espaço como um avançado abrangente e com boa técnica de disparo.
Já agora, atenção ao duo Bajraktarević-Alajbegović na Bósnia, ambos capazes de fazer saltar a tampa a qualquer lateral adversário, por via da capacidade de drible, imprevisibilidade e execução técnica.
A fechar a lista, ficam três centrais para o futuro: o imponente croata Luka Vušković, fortíssimo nas duas áreas e capaz de iniciar ataques, o sul-africano Mbekezeli Mbokazi, canhoto com ótima saída de bola e argumentos nos duelos defensivos e Lucas Herrington, australiano que já joga na MLS (Colorado Rapids) e que se destaca pela compleição física, boa leitura defensiva, desarme e critério na construção.
E agora, citando o mestre Johan Cruijff, “salid y disfrutad”, que é como quem diz, saltem para o campo e desfrutem!
*é comentador de futebol na Renascença.









