Mundial 2026
Como um sensor dentro da bola validou um golo da Suécia no Mundial 2026
15 jun, 2026 - 13:10 • Diogo Camilo
A nova tecnologia no interior da Trionda já valeu um golo. O microchip inspirado no críquete capta qualquer contacto com a bola e fez com que o golo de Mattias Svanberg, que gerava dúvidas e foi inicialmente anulado, fosse validado pelo VAR.
Mattias Svanberg precisou de apenas 18 segundos em campo para fazer um golo no Suécia-Tunísia da última madrugada, que terminou 5-1. O golo foi inicialmente anulado por fora de jogo, mas acabou validado pelo VAR graças a uma nova tecnologia que a FIFA implementou para este Mundial 2026.
A Trionda, a bola oficial do Campeonato do Mundo, tem um sensor no interior que capta todos os movimentos e toques, uma ferramenta inspirada no críquete.
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Através de um microchip que regista qualquer contacto até 500 vezes por segundo foi possível identificar um toque na bola de Alexander Isak antes desta chegar a Svanberg, que estava em posição legal na altura em que remata para o quarto golo da Suécia, aos 84 minutos.
O golo do jogador do Wolfsburgo tornou-se o segundo mais rápido por um substituto, apenas atrás dos 16 segundos que Richard Morales, jogador do Uruguai, precisou durante o Mundial 2002 para marcar um golo ao Senegal, depois de entrar ao intervalo.
Como funciona e para que serve o sensor?
A tecnologia é um sistema que a FIFA introduz em parceria com a Adidas e que captura dados 500 vezes por segundo, acompanhando a aceleração e os movimentos da bola em três dimensões.
Os dados servem depois para calcular quando há ou não toque na bola e as informações são transmitidas em tempo real para a sala do VAR, ao mesmo tempo que as outras câmaras do estádio.
A análise de ondas é inspirada no Snickometer do críquete — mais conhecido entre fãs como Snicko —, que calcula se há ou não toque na bola.
Assim, é possível medir o momento exato em que um jogador faz contacto com a bola, o que permite decisões mais rápidas e precisas sobre os foras de jogo ou possíveis penaltis.
A tecnologia foi inicialmente testada entre 2020 e 2022 para garantir a precisão dos dados, e é uma das novidades tecnológicas da FIFA para este Mundial 2026. Noutro qualquer Mundial, o golo de Svanberg não seria validado.







