Mundial 2026
Portugal não rematava tão pouco num Mundial desde 2010
17 jun, 2026 - 22:44 • Diogo Camilo
A exibição pobre frente à RD Congo também se explica através da falta de remates. Portugal não chegou mais à baliza depois do golo de João Neves e iguala o registo de há 16 anos, no empate 0-0 de estreia frente à Costa do Marfim.
A estreia de Portugal no Mundial de 2026 acabou com um empate cinzento por 1-1 frente à República Democrática do Congo, mas a exibição foi tão ou mais cinzenta.
A seleção nacional rematou apenas por sete vezes e o único remate à baliza foi o golo de João Neves, marcado aos 6 minutos. Nos 93 minutos restantes, zero remates à baliza de Mpasi.
É preciso recuar até 2010 para encontrar um encontro de Portugal em Mundiais com tão poucos remates como o do encontro desta quarta-feira.
Curiosamente, o adversário também era africano — a Costa do Marfim — e o resultado também foi cinzento: um 0-0, que abriu caminho para uma eliminação nos oitavos de final, frente à Espanha.
Nesse jogo, Portugal rematou apenas sete vezes, uma delas à baliza. Na altura, como agora, o adversário também somou mais remates do que Portugal.
Desta vez, há a registar apenas um golo anulado, dois remates bloqueados e quatro remates ao lado, além do golo que deu o empate frente à RD Congo. Quatro destes aconteceram na segunda parte e Portugal teve dois períodos de 20 minutos sem rematar sequer.
Do outro lado, os congoleses assustaram e rondaram a baliza de Diogo Costa durante a primeira parte, com remates aos 11, 14, 33 e 45+3 minutos, até ao golo do empate de Wissa, no último minuto antes do intervalo.
Na segunda parte, uma bola ao poste de Bakambu aos 56 minutos, um lance que acabou anulado por falta cometida. O último lance de perigo chegou aos 77 minutos, por Bakambu, que rematou perto do canto superior esquerdo.
Durante o jogo, Cristiano Ronaldo tocou na bola apenas 25 vezes, abaixo do que fez nos últimos jogos pela seleção nacional.
Contas feitas, Portugal termina o jogo com menos remates e grandes oportunidades que o Congo, além de menor quantidade de golos esperados — 0,64 para Portugal e 0,82 para o Congo.
Segundo a Opta, a percentagem de 75,4% de posse de bola é a mais alta registada por uma equipa que teve menos remates do que o adversário num jogo do Mundial (desde 1966).






