Lando Norris é campeão. A história do novo rei da F1 e do título de 2025, a “manter as coisas simples” no carro e na cabeça

Será o campeão mundial de 2025 um talento nato ou alguém no carro certo na temporada certa? Talvez ambos. Conhecido por ser ativo nas redes sociais, foi reduzindo tudo ao necessário, e encontrou o equilíbrio na introspeção necessária para vencer. Esta é a história de Lando Norris, do sucesso antes da Fórmula 1 às pequenas lutas para chegar ao topo do campeonato.

07 dez, 2025 - 14:36 • João Pedro Quesado



Imagem: Rodrigo Machado/RR
Imagem: Rodrigo Machado/RR

Sabia que, antes de chegar à F1, Lando Norris foi campeão cinco vezes em três anos? Quem diria, então, que esse piloto passaria anos com a alcunha de “Lando NoWins”? Que seria criticado por fraqueza mental? Que haveria dúvidas sobre o seu talento? Que veria as redes sociais que sempre abraçou virarem-se contra si?

Ninguém previa nada disso. Só vitórias. A McLaren previu o futuro e, oito anos depois, Lando Norris é campeão outra vez. Mas não é como das outras vezes, agora é campeão mundial de Fórmula 1. O topo do mundo em quatro rodas.

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Esta temporada de 2025 não foi uma de revelação, nem de recordes. Foi de resiliência. Lando foi-se re-anunciando devagar, num ano que espelha os sete que já tem na F1. Venceu logo a abrir, mas depois apagou-se. Até que, na Áustria, algo se reacendeu e, devagar, Norris reapareceu, tornando-se incontornável na fase final.

O piloto é o 11.º britânico a conquistar o título da Fórmula 1. Com 26 anos e 24 dias, passou a ser o sétimo campeão de F1 mais jovem de sempre, alguns meses mais novo que Niki Lauda e alguns meses mais velho que Michael Schumacher no dia da vitória do primeiro título. E faz subir para 18 o número de campeões com um título, sendo o único da lista com oportunidade para aumentar o palmarés.

Sucesso desde o princípio

Vamos ao início. A resposta à pergunta ‘quem é Lando Norris?’ começa pelo mais simples: nasceu a 13 de novembro de 1999, em Bristol, filho de Adam Norris e de Cisca Wauman — cuja naturalidade flamenga dá ao filho a dupla nacionalidade britânica-belga. Foi a mãe que escolheu o distintivo primeiro nome, mas, segundo Lando, a inspiração não foi a personagem de “Star Wars”.

O pai Adam foi, pelo menos até 2016, dono de parte da maior empresa de serviços financeiros do Reino Unido. Geriu, durante três anos, o fundo de pensões da empresa. Tudo serviu para acumular mais de 200 milhões de euros em riqueza, que tem utilizado para investir em empresas start-up, e criar uma de scooters elétricas.

A história de Lando Norris, portanto, é diferente das de muitos pilotos, de todas as gerações. Não houve sacrifícios financeiros enormes, pais com múltiplos empregos e duas hipotecas sobre a casa para suportar a carreira, nem o risco de tudo colapsar com um ano de resultados mais fracos.

Esse ano não existiu, seja como for. Depois de experimentar hipismo, moto4 e motociclismo — o herói, caso não se perceba pela cor predominante do capacete, é Valentino Rossi —, o pai levou-o a ver, com sete anos, o campeonato britânico de kart. Decisão tomada: em 2008, Lando Norris começaria a competir nas categorias de cadete. Em 2010, chegou a terceiro no campeonato nacional.


Lando Norris no campeonato Ginetta Junior, com 14 anos. Foto: DR
Lando Norris no campeonato Ginetta Junior, com 14 anos. Foto: DR
Lando Norris como campeão da MSA Formula, em 2015. Foto: DR
Lando Norris como campeão da MSA Formula, em 2015. Foto: DR


Em 2013, já na categoria júnior, anunciou-se como campeão europeu da competição oficial da Federação Internacional do Automóvel (FIA), de outro campeonato europeu, e da Super Taça Internacional da FIA. No ano seguinte, no escalão principal, foi campeão do mundo da FIA, num ano do qual sobram apenas Nicklas Nielsen (vencedor das 24 Horas de Le Mans de 2024) e Callum Ilott (IndyCar) com carreira nas corridas.

Ainda em 2014, Lando Norris estreou-se nos carros, sendo terceiro (e o melhor estreante) na Ginetta Cup. Em 2015, lançou-se nas fórmulas — e foi campeão da MSA Formula (hoje Fórmula 4 Britânica), com oito vitórias e outros sete pódios em 30 corridas.

Os títulos continuaram nos anos seguintes. Em 2016, foi campeão na Toyota Racing Series, na Fórmula Renault 2.0 Europa e Fórmula Renault 2.0 Norte da Europa, onde conseguiu dez pole position consecutivas. Em 2017, controlou a Fórmula 3 Europeia, com oito pole position, nove vitórias e outros 11 pódios em 30 corridas.


Lando Norris foi campeão da Fórmula 3 Europeia ao mesmo tempo que foi o melhor estreante. Foto: Hankook
Lando Norris foi campeão da Fórmula 3 Europeia ao mesmo tempo que foi o melhor estreante. Foto: Hankook
Lando venceu apenas uma corrida na Fórmula 2, a primeira do ano. Foto: McLaren
Lando venceu apenas uma corrida na Fórmula 2, a primeira do ano. Foto: McLaren


Esse era, até agora, o único campeonato vencido sob a alçada da McLaren, que tinha recrutado o “talento extremamente especial” em fevereiro, depois de vencer um reputado prémio para jovens pilotos britânicos no final de 2016. Norris podia ter sido piloto do sistema da Red Bull, mas, talvez para felicidade dele, essa oportunidade desapareceu quando não soube dizer o peso do carro da Fórmula Renault — ouvindo, de Helmut Marko, que “o Max Verstappen saberia”.

O Leclerc fê-lo este ano, portanto se quero provar que sou tão bom como ele, vou ter que vencer”, disse Lando no final de 2017, falando sobre ser campeão de F3 e F2 em temporadas consecutivas. O título de Fórmula 2 não chegou: Norris venceu apenas a primeira corrida do ano, mas só uma desistência dupla na penúltima ronda lhe tirou a hipótese de ser campeão em 2018. Terminou o ano em segundo, atrás de George Russell e à frente de Alexander Albon.

O estreante sorridente

A estreia na Fórmula 1 chegou em 2019 — felizmente, num ano em que a McLaren deu um salto na saída do abismo onde tinha caído há algumas temporadas. A consistência, terminando 11 vezes nos pontos, aliada à rapidez face ao colega de equipa, Carlos Sainz, valeu-lhe uma renovação até 2022 ainda durante o ano.

O primeiro pódio na F1 chegou na primeira corrida de 2020. A alegria de ver a McLaren a dar um passo importante juntou-se à de ver uma primeira consagração de Lando Norris. O sentido de humor nas redes sociais (com o toque certo de autodepreciação) e nas entrevistas já tinha aproximado todos do jovem de 20 anos em 2019. O tempo livre do início de 2020, em que a pandemia deu espaço para streams constantes no Twitch — fosse enquanto jogava ou enquanto cozinhava o que o preparador físico tinha preparado — intensificou essa proximidade. E, claro, o humor natural da parceria com Sainz só ajudou.


2021 foi ano de quatro pódios, já com Daniel Ricciardo no outro McLaren. Um deles, em Monza, podia bem ter sido uma vitória, não tivesse a equipa receio de desperdiçar a primeira desde 2012. Nada abatido por isso, Lando Norris conquistou a primeira pole position na F1 na corrida seguinte. A vitória, contudo, fugiu novamente, graças à decisão de ficar em pista enquanto a chuva piorava. Foi então que nasceu a alcunha “Lando NoWins” nas redes sociais.

Os anos seguintes não ajudaram. A McLaren não acertou logo nos novos regulamentos e, quando começou a chegar perto, a temporada de 2023 estava a meio — o comboio Max Verstappen só parou uma vez, e foi Sainz, na Ferrari, que aproveitou o momento, com Norris logo atrás. Nesse ano, o papel de Lando mudou: a saída de Ricciardo e a entrada de Oscar Piastri tinham feito do jovem britânico o líder natural da McLaren em pista. Aos 23 anos.

2024 começou melhor e, à sexta corrida, Norris tornava-se o 114.º piloto de F1 a vencer uma corrida, o GP de Miami. Tal como o primeiro pódio, foi um momento popular: pilotos deram os parabéns com abraços e sorrisos rasgados, os elogios chegaram de todo o lado. “Finalmente consegui. Estou tão feliz pela minha equipa, finalmente cumpri. Estou nas nuvens”, disse o britânico, então com 24 anos, depois de dedicar a vitória aos pais e à avó.


Lando Norris foi levado em braços em equipa ao celebrar a primeira vitória. Foto: Brian Snyder/Reuters
Lando Norris foi levado em braços em equipa ao celebrar a primeira vitória. Foto: Brian Snyder/Reuters

A desorientação da Red Bull a partir do meio do ano ainda permitiu a Lando testar, pela primeira vez, o que é lutar por um campeonato. Apesar de, na realidade, não ter estado perto dessa possibilidade, as perguntas foram feitas, a expectativa foi criada, e a pressão existia. Um ensaio útil para o que viria a seguir.

O ano dos detalhes

Lando Norris foi o primeiro vencedor de 2025. Nesse GP da Austrália, o britânico partiu da pole position e, com o colega Piastri, distanciou-se de todos os outros carros na fase inicial. O apetite de Piastri fez a McLaren intervir para os dois pupilos não lutarem entre si e, depois de um Safety Car, Verstappen tornou-se uma ameaça, os carros papaia escorregaram (literalmente), Piastri ficou para trás, mas Norris sobreviveu e venceu. Olhando para trás, a sinopse da temporada deste ano foi-nos apresentada logo em março.

Lando não começou o ano contente com a nova frente do McLaren. A suspensão, desenhada para manter o carro mais estável, roubava ao piloto a sensação necessária na direção. A forma que tinha de compensar levou-o a perder tempo em muitas qualificações — na Arábia Saudita, atirou-o contra o muro.


A mudança de maré em 2025 não começou no domínio na Cidade do México, já em outubro. Começou em Montreal, em junho, quando a McLaren mudou a suspensão dianteira para melhorar a sensação na direção. A vitória na Áustria foi o maior sinal disso, e uma recuperação importante depois de um ponto baixo: o embate em Piastri em Montreal.

Mas a confiança não foi prejudicada por, umas semanas antes, Norris ter dominado de cabeça fria no Mónaco, ficando particularmente feliz com a volta que lhe deu a pole position: “O resultado de hoje é incrível, mas provavelmente fiquei mais emocionado ontem”, disse no domingo, depois de vencer o Grande Prémio. “É o quanto ontem significou para mim, recuperar o ritmo na qualificação. Porque é algo que simplesmente tive toda a minha vida. Sempre tem sido bom, até este ano”.

Competir por um título é lutar nos detalhes. A história de Nico Rosberg em 2016 é um bom exemplo: tirou toda a tinta possível ao capacete, e parou de fazer ciclismo para perder músculo nas pernas, reduzindo gramas aqui e ali na procura das últimas centésimas de segundo.

Lando precisava de outra coisa. De reduzir o ruído. Por isso, a opção recaiu sobre tirar do ecrã do volante a informação sobre os tempos por volta. “Eu continuo, não importa como foi o início da volta, não importa como qualquer curva foi. Quando não se tem referência do tempo da volta, simplesmente tenta-se maximizar todas as curvas”, explicou Norris em outubro. “De outra forma, eu simplesmente olhava demasiado para aquilo, e isso nunca foi a melhor coisa”.


O primeiro alívio da temporada: a vitória no Mónaco foi a primeira resposta de Lando a Oscar Piastri. Foto: Jakub Porzycki/Reuters
O primeiro alívio da temporada: a vitória no Mónaco foi a primeira resposta de Lando a Oscar Piastri. Foto: Jakub Porzycki/Reuters
O domínio em São Paulo, logo depois de fazer o mesmo na Cidade do México, confirmou que não havia McLaren mais forte no fim do campeonato. Foto: Pirelli
O domínio em São Paulo, logo depois de fazer o mesmo na Cidade do México, confirmou que não havia McLaren mais forte no fim do campeonato. Foto: Pirelli


Para derrotar um campeão como Max Verstappen, é preciso ir mais além, e os detalhes do carro também se tratam fora dele. Duas corridas levaram o britânico a dar um murro na mesa. À maneira dele.

“Tudo é sobre como me sinto com o carro. Este ano, tenho tido dificuldades em compreendê-lo. Tem sido incrivelmente rápido, mas claramente ainda é difícil de conduzir”, contou após a vitória no México. “Este é exatamente o carro que eu não quero”, recorda ter dito na reunião com os engenheiros em Singapura, “esta é a razão por que não conseguimos ganhar mais corridas, por que não vamos ganhar no futuro, se continuarmos a ter um carro que não me dá o que eu preciso”.

Grão a grão, começa o ditado. Grão a grão, o piloto que trouxe a Portugal um capacete inspirado no Galo de Barcelos voltou a um campeonato onde parecia não conseguir envolver-se. Das dúvidas veio o trabalho. Do trabalho surgiu o resultado mais desejado: o título de campeão do Mundial de Pilotos de Fórmula 1.

"Sempre fui muito duro comigo mesmo"

Este não é o mesmo Lando Norris que a F1 viu aparecer em 2019. Os memes, como a brincadeira com o acidente na China no ano de estreia, desapareceram praticamente desde 2022, trocados pela famosa autenticidade dos carrosséis no Instagram. Os diretos na Twitch ainda existem: bem mais raros, mas com a mesma dose de caos espontâneo (e cómico) de sempre.


Em maio, ainda antes de ter o ego justamente insuflado pela vitória no Mónaco, Norris confessou ter-se afastado das redes sociais. “É simplesmente algo de que não gosto. Não preciso. Gosto de não utilizar o telemóvel tanto quanto usava”, admitiu. “Simplesmente vejo as redes sociais mais, da minha perspetiva, como um desperdício do meu tempo e energia”.

Nenhuma dessas palavras surpreendeu, nem a decisão pareceu repentina. Tudo soou a mais um passo de autoproteção de uma cultura online que se tornou tóxica. Em 2022, além de se mostrar consciente dos comentários sobre si e tudo o que fazia ao volante, revelou receber ameaças de morte, e sublinhou as múltiplas páginas de ódio existentes sobre a namorada de então, Luísa Oliveira. Hoje numa relação com Margarida Corceiro, esses comentários continuam a existir — sobre as duas relações e mulheres portuguesas.

A abertura de Norris, outrora um trunfo, tinha-se tornado num problema para a vida pessoal. Se isso obrigou Lando a mudar fora de pista, também obrigou a mudar não a personalidade, mas como a expressa ao sair do carro.

“Eu sofri muito no início da temporada com um pouco de tudo — não sei o quê exatamente, mas tudo combinado, debati-me mentalmente por causa disso”. Foi assim que o jovem piloto retratou, em 2020, a estreia na F1, com uma honestidade inédita no desporto. “Não acreditava em mim, que ia fazer um bom trabalho, e depois não sabia o que faria se não corresse bem”.


A alegria de Lando Norris no primeiro pódio como campeão do mundo. Foto: McLaren
A alegria de Lando Norris no primeiro pódio como campeão do mundo. Foto: McLaren
Os festejos de Lando Norris em equipa, com Zak Brown a fugir aos primeiros sinais de sprays de champanhe. Foto: McLaren
Os festejos de Lando Norris em equipa, com Zak Brown a fugir aos primeiros sinais de sprays de champanhe. Foto: McLaren


Isso era visível em entrevistas após sessões de treinos e qualificações, onde a frase “não estou a fazer um trabalho muito bom” se tornou comum. Ainda se ouve, agora pontuada por mais detalhes do trabalho com a equipa. "Sempre fui muito duro comigo mesmo, porque nunca fui duro com ninguém", explicou este ano sobre a honestidade que demonstra muitas vezes em entrevistas. "Sempre trabalhei em mim mesmo mais do que culpei alguém, e isso fez de mim a pessoa que sou".

Lando reconhece que chegou à McLaren na altura certa, depois das duas últimas décadas cinzentas e frias sob Ron Dennis. “Quando tinham uma imagem pior... Bem, não pior, mas a imagem mais dura da McLaren... Acho que teria sido pior”. E foi explorando as dificuldades, num momento em que muitos acordavam para o tema: a pandemia.

“De vez em quando passo pelas mensagens que recebo no Instagram de pessoas aleatórias (...). Muitas delas estão a sofrer com a saúde mental”, contou em 2021. “Tinha mensagens a falar do impacto que tive e como eu ser eu próprio... Como tinha mudado as vidas delas, ou tão profundo como dizer, essas pessoas estavam a pensar em suicídio e coisas assim, a dizer como tive um impacto a mudar isso. (...) Foi quando comecei a falar mais sobre isso e a perceber que talvez não seja sempre a coisa mais agradável, mas é algo onde eu posso ajudar muitas outras pessoas”.


Mas a saúde mental é um assunto complicado no desporto. O Helmut Marko que fechou a porta da Red Bull relativizou tudo como fraqueza. Carlos Sainz descreveu bem: “Ele abre-se aos média e às pessoas mais que qualquer outro piloto — e as pessoas usam isso contra ele. Acho um bocado irónico e um bocado frustrante”.

“Torna-o mais forte”, defende Sebastian Vettel. “Tens a imagem dos pilotos como máquinas, precisos e sem erros, não se mostra fraquezas (...) Acho que é tudo treta. Acho que somos todos humanos, todos temos os nossos problemas que estamos a enfrentar, e é ótimo ver o Lando a ser um modelo dentro da Fórmula 1, mas especialmente fora da F1. E acho que essa é a razão pela qual ele é tão popular, porque está a dar às pessoas aquele bocadinho mais”.

Todos os pilotos falam de introspeção. Nenhum como Lando Norris. “Em grande parte tem sido bom, porque me faz trabalhar em mim, e acho que sou muito bom a perceber-me e entender porque uma coisa foi boa e outra não foi, mas há o lado negativo de às vezes ser demasiado negativo sobre ti mesmo, e entrar nesse mundo mau”, admite. “Aprendi a utilizar isso de uma boa forma”.

“Só estou a tentar ser eu mesmo, e prefiro ser eu mesmo a ser uma coisa que não sou”, explicou o britânico este ano, na Hungria. “Prefiro fazer o que gosto na minha vida e sentir que fiz o que me apeteceu fazer na minha vida em vez de fingir que sou outra pessoa ou tentar fingir que sou o piloto que toda a gente acha que precisas ou tens de ser”.

"Eu só quero aproveitar o meu tempo aqui", continuou. "Trabalho muito. Faço tudo o que posso para ganhar corridas e tentar ser o melhor, mas é isso. Além disso, estou aqui para aproveitar a minha vida, partilhá-la com outros e tentar ficar no topo do pódio, e tento manter as coisas simples".


Lando Norris entrevistado pela primeira vez como campeão de F3. Foto: Hankook
Lando Norris entrevistado pela primeira vez como campeão de F3. Foto: Hankook
A primeira entrevista de Lando Norris como campeão mundial de Fórmula 1 em 2025. Foto: Ali Haider/EPA
A primeira entrevista de Lando Norris como campeão mundial de Fórmula 1 em 2025. Foto: Ali Haider/EPA


Manter as coisas simples ajudou Lando Norris a crescer até ser campeão mundial de F1. Ajudou a superar as dúvidas sobre ele mesmo, a reconstruir-se. Será que o ajuda a ir além do primeiro título?

“Até chegar à Fórmula 1, olhas sempre para os tipos que estão a ganhar na categoria acima de ti e pensas ‘eles parecem mesmo bons — nunca os vou derrotar’, admitiu Norris a um jornalista em 2016, antes da primeira ida ao Grande Prémio de Macau. “Mas depois quando sobes à próxima categoria e começas a derrotá-los, apercebes-te que é possível. Acho que deves começar a acreditar que consegues — depois habituas-te".

Lando Norris acreditou que conseguia. E conseguiu. Será que, em 2026, vai aparecer um Lando habituado a vencer? Que a confiança o vai levar mais longe?

Voltamos as estas perguntas em março, quando a F1 regressar, na Austrália. Por agora, a F1 tem um novo campeão. Pouco ou nada é melhor no mundo das quatro rodas.


Lando Norris foi, agora, o centro dos habituais festejos de um campeonato frente às garagens. Foto: McLaren
Lando Norris foi, agora, o centro dos habituais festejos de um campeonato frente às garagens. Foto: McLaren

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