Vítor Manuel viveu “várias situações semelhantes” – acha até que antigamente eram mais frequentes -, e não concorda com o risco de sair "queimado".
Tem 71 anos e é um dos nomes históricos da I Liga, com mais de 500 jogos orientados no primeiro escalão. Treinou, entre outros, Académica, Braga, Penafiel, União de Leiria e Leça. Acha que o risco, nestas situações, é quase nulo.
“Não tem nada a perder. Se fizer um bom trabalho, é muito mais valorizado, ainda se reconhece mais valor”, atira.
Para além das ligações emocionais, Vítor Manuel destaca o quão aliciante é a oportunidade de treinar na I Liga. Há milhares de treinadores em Portugal, da formação às equipas principais. Uns profissionais, a maioria amadores. No entanto, a lista dos que treinam na I Liga é restrita e, por isso, a concorrência é feroz e cada lugar é muito concorrido.
“O mercado está cada vez mais difícil, só 18 treinadores é que podem estar na I Liga. E se os 18 melhores treinadores do mundo estivessem cá, dois iriam descer na mesma”, diz.
É por isso que acredita que, apesar do prejuízo pessoal e financeiro, “é melhor estar na I Liga, no mercado, do que não estar, mesmo que não receba”.
Sandro Mendes passou alguns anos a aprender as entranhas da profissão na formação do Vitória. Sentia-se preparado para dar o salto e acreditou que, quando recebeu o convite para substituir Lito Vidigal, "poderia ser o seu momento" de afirmação como treinador de I Liga.
"Já tinha começado pela formação e via uma oportunidade muito boa de estar na I Liga. Sentia orgulho em achar que era capaz e as coisas correram bem”, recorda.