O ténis em cadeira de rodas ainda é invisível mas há "gente boa" e "treinos rasgadinhos" a lutarem contra isso

Em Portugal, o ténis em cadeira de rodas ainda é invisível para muitos, mas para quem treina nos courts de Barcelos e da Parede é tudo menos invisível. Nuno Vale, Alex Silva e João Couceiro desafiam limites físicos, horários e obstáculos, provando que cada ponto ganho é também um passo em direção a reconhecimento, inclusão e novas histórias de superação.

16 jan, 2026 - 07:30 • Redação



Em Portugal, são atualmente 30 atletas federados, dos quais 24 têm ranking nacional, numa modalidade cuja média de idades ronda os 42 anos. Foto: Carina Ribeiro/RR
Em Portugal, são atualmente 30 atletas federados, dos quais 24 têm ranking nacional, numa modalidade cuja média de idades ronda os 42 anos. Foto: Carina Ribeiro/RR

Num país onde o desporto adaptado continua longe do espaço mediático que merece, o ténis em cadeira de rodas vai avançando com passos seguros, ainda que lentos. Em Portugal, são atualmente 30 atletas federados, dos quais 24 têm ranking nacional, numa modalidade cuja média de idades ronda os 42 anos, um dado que ajuda a explicar um dos maiores desafios do setor: a renovação.

“O foco está em chegar ao maior número de pessoas possível, para que conheçam e possam usufruir das vantagens da prática desportiva”, explica à Renascença Joaquim Nunes, coordenador nacional de ténis em cadeira de rodas. Apesar de reconhecer que o número de praticantes ainda está “aquém do desejável”, o responsável sublinha que a modalidade “tem vindo a crescer e a conseguir dar resposta a quem nos procura”.

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O som é seco e repetido. Bola no chão, bola na raquete, bola na rede. À volta, pouco barulho, até à chegada de mais atletas do jovem clube de Barcelos. Estamos na Escola Secundária Alcaides de Faria, sede do Clube de Ténis ESAF, onde Nuno Vale e Alexandrino Silva, mais conhecido como Alex, já treinam desde as nove horas da manhã com o seu treinador Carlos Ferreira. Não há bancadas cheias, nem câmaras apontadas, nem música de fundo. Mas há concentração, esforço e uma certeza comum entre quem está dentro do campo: ali, todos pertencem.

A desconcentração chega com a nossa presença e com os atletas que discutem as novidades tenísticas globais. Mas nem isso faz abrandar o ritmo que o treinador impôs para aquele treino e que quer que Nuno e Alex cumpram.


Nuno Vale: começar aos 59 e não querer parar

Quando Nuno Vale entrou num campo de ténis em cadeira de rodas pela primeira vez, não pensava em rankings nem em títulos. Pensava, sobretudo, em voltar a sentir-se ativo. Tinha 59 anos quando descobriu a modalidade, depois de um desafio lançado pelo clube. “Arranjei um grupo de 10 a 12 pessoas para fazer a experiência e restaram duas. Desde que experimentei, nunca mais larguei”, recorda.

O que começou como uma experiência rapidamente se tornou essencial. “Estava a ficar muito atrofiado a nível muscular e de movimentos”, admite. O ténis trouxe-lhe mobilidade, saúde e qualidade de vida. “Desde que comecei a praticar, sinto-me mais liberto, com mais preparação física e melhor qualidade de vida.”

Dentro de campo, encontrou desafio e foco. Fora dele, ganhou uma rotina nova e relações que não tinha antes. “A parte social é muito importante. Conheci muito boas pessoas. No circuito somos todos muito unidos”, explica. Aos 61 anos, Nuno treina até seis dias por semana, duas a três horas por dia, muitas vezes de forma autónoma com o seu parceiro de treino e clube Alex. No primeiro ano o sacrifício foi maior. “Cheguei a levantar-me às cinco da manhã para conseguir treinar”, conta.


O ténis trouxe a Nuno Vale mobilidade, saúde e qualidade de vida. Foto: Beatriz Ruivo/FPT
O ténis trouxe a Nuno Vale mobilidade, saúde e qualidade de vida. Foto: Beatriz Ruivo/FPT

Os obstáculos existem, sobretudo logísticos e financeiros, mas nunca foram motivo para parar. “Obstáculos não são obstáculos, contornam-se com vontade e com querer”, afirma. A motivação nasce da ambição pessoal: “O nosso lema é ganhar, ganhar e ganhar. Para isso é preciso treinar, treinar e treinar.”

Desistir nunca esteve nos seus planos. “Nunca na vida”, responde, sem hesitar. E explica porquê: “É o gosto que tenho, o querer ser melhor e atingir o máximo possível no ranking nacional.” Dentro do campo, sente algo difícil de traduzir em palavras. “O prazer é total. Só quem joga percebe o que é estar ali.” Ali, diz, a deficiência desaparece: “Sou só eu, a cadeira, a raquete e a bola.”

O momento mais feliz chegou em dezembro, no Campeonato Nacional por equipas. “Ganhámos um encontro muito difícil no super tie-break. Foi qualquer coisa fantástica”, recorda, ainda com emoção. E mesmo as derrotas deixam aprendizagens: “O ténis não é só jogar. É gerir momentos.”

Com deficiência numa das pernas desde os seis meses de idade, consequência de uma meningite, Nuno nunca viveu o desporto como superação de um trauma, mas como continuidade natural da vida. “Cresci assim. Faço tudo como qualquer pessoa, talvez mais devagar, mas às vezes com mais perfeição.” Ainda assim, reconhece no desporto um papel transformador, sobretudo nos outros. Sobre o colega Alex Silva, diz sem hesitar: “Se não fosse o desporto, não sei se ele tinha saído de casa. O desporto tornou-o outra pessoa.”

Nuno Vale sabe que o ténis em cadeira de rodas ainda vive longe dos holofotes. “Podia haver mais visibilidade. Os meios de comunicação deviam olhar mais para o desporto adaptado.” Mas enquanto puder, não pensa parar. “Enquanto puder, vou jogar.” Porque, para ele, o ténis não é apenas um desporto. “A seguir à família, o ténis é das coisas mais importantes da minha vida.”


Antes de descobrir o ténis em cadeira de rodas, Alex foi aos Jogos Paralímpicos na modalidade de atletismo. Foto: Carina Ribeiro/RR
Antes de descobrir o ténis em cadeira de rodas, Alex foi aos Jogos Paralímpicos na modalidade de atletismo. Foto: Carina Ribeiro/RR

Alex Silva: reconstruir-se através do desporto

Para Alex Silva, o desporto surgiu como ponte entre o trauma e a superação. Aos 25 anos, um acidente de mota tirou-lhe a perna esquerda e, por um momento, parecia que a vida tinha parado. “Na verdade, pensei mesmo que a vida para mim tinha acabado”, recorda. Mas o desporto adaptado veio dar-lhe uma nova perspetiva.

Antes do ténis, houve outros caminhos. Alex descobriu o atletismo em cadeira de rodas, dedicando-se por completo após perder o emprego na fábrica em que trabalhava. Treinos bi-diários, centenas de quilómetros percorridos e uma disciplina de ferro levaram-no a títulos nacionais e, finalmente, a uma experiência única: os Jogos Paralímpicos. “Nunca imaginei que conseguiria isso e consegui. Depois, quando cheguei lá para participar, foi um sonho”, diz. Recorda a maratona com uma roda furada que o impediu de alcançar o objetivo final, mas não diminuiu a intensidade da experiência. Entre o Japão, a Colômbia, os Estados Unidos e diversos países europeus, Alex viveu o atletismo como um mundo de possibilidades que o desporto lhe abriu.

Aos 56 anos, já com a carreira no atletismo atrás de si, o convite de Nuno Vale para experimentar o ténis em cadeira de rodas mudou a sua rotina novamente. “Fui convidado pelo Nuno para fazer uma brincadeira. E a partir daí comecei a gostar”, conta. O ténis trouxe-lhe desafios diferentes: um desporto mais individual, mas com exigências físicas e mentais que rapidamente o conquistaram.


“O desporto ajudou-me a aceitar a situação e a reconstruir-me. [Nos Jogos Paralímpicos] Vi pessoas sem braços ou sem pernas, e percebi que mesmo sem uma perna, não tenho nada à beira dos outros.”


Conciliar treinos com a vida pessoal não é simples. Sem trabalho, Alex consegue treinar quase todos os dias, das 8h às 11h, mas enfrenta limitações materiais: “Não temos apoio de nenhuma entidade. A Federação emprestou-nos umas cadeiras, enquanto estamos à espera de umas cadeiras novas que a Câmara nos deu. Mas, fora isso, não temos mais apoio nenhum.” A falta de apoios é algo que sempre conheceu: no atletismo, também nunca recebeu ajudas. “É muito complicado, mas meti na cabeça que tem que ser”, diz com firmeza.

Para Alex, o ténis é mais do que uma atividade física: é reconstrução, é prazer e convívio. “O ténis, como no início achei que ia ser difícil, está-se a tornar um bocadinho fácil, uma maneira de falar, e estou a gostar, porque estamos a evoluir. Embora a minha idade já não seja para evoluir muito, mas vai-se fazendo aquilo que se pode”, explica. E mesmo sem uma perna, a competitividade e o ambiente do desporto adaptado fazem-no sentir bem-vindo: “Os atletas são quase todos gente boa. A gente diverte-se quando vai para os campeonatos nacionais ou jogar um torneio, os atletas são muito unidos. Passamos bons momentos.”


O impacto do ténis e do desporto adaptado no geral vai além do campo. Mudou rotinas, trouxe amizades e alterou a forma como Alex vê o mundo: “O desporto ajudou-me a aceitar a situação e a reconstruir-me. [Nos Jogos Paralímpicos] Vi pessoas sem braços ou sem pernas, e percebi que mesmo sem uma perna, não tenho nada à beira dos outros.”

Mesmo após pouco mais de um ano e meio de ténis, Alex mantém objetivos claros: melhorar a técnica, subir no ranking, competir e disfrutar. “Enquanto puder, faço sempre desporto. Não sei o dia de amanhã, mas se puder ajudar alguém a praticar e ensinar alguma coisa, será ótimo.” E a motivação mantém-se firme, treinando cedo, enfrentando limitações e encontrando alegria em cada vitória: “Vou jogar e já ganho os jogos que antes não ganhava.”

No fundo, para Alex Silva, o ténis em cadeira de rodas é também afirmação: a prova de que a vida continua, que os limites podem ser ultrapassados e que, mesmo depois de um acidente, é possível reconstruir-se através do jogo.

João Couceiro: a exceção que aponta o caminho

Num contexto marcado por inícios tardios, João Couceiro representa um percurso diferente. Com 42 anos, o atleta do Clube Nacional de Ginástica na Parede e atual número um nacional, venceu todos os torneios em que participou em 2025 e já figurou entre os 130 melhores do ranking mundial ITF. Mesmo assim, começar aos 34 anos ainda é tarde para o atleta.

João interrompeu mais um dia de trabalho na imobiliária Savills para falar com a Renascença. Sobre o início no ténis em cadeira de rodas, explicou: “Era um desporto novo para mim e tinha que me adaptar à cadeira, à raquete, à forma de me deslocar. No início, era difícil, mas a vontade de aprender e melhorar sempre esteve presente.”

Os treinos são intensos e exigem disciplina: “Treinar cedo, treinar muito, é assim que conseguimos evoluir. Mesmo que às vezes esteja cansado, sei que cada treino me aproxima do meu objetivo.”, garante.

Mas o percurso não foi linear. Depois de cumprir os primeiros grandes objetivos — integrar a seleção nacional e conquistar o campeonato nacional — surgiu um vazio inesperado. “Quando eu comecei a praticar a modalidade, esses foram os meus grandes objetivos”, recorda. “A partir do momento em que os consegui alcançar, acabei por me desmotivar bastante e andei aqui há algum tempo até me reencontrar.” A necessidade de traçar novas metas trouxe dúvidas e obrigou a uma reinvenção pessoal e desportiva. “Já passei por N momentos de desmotivação”, admite, sublinhando que manter o equilíbrio entre ambição, trabalho e vida pessoal continua a ser um dos maiores desafios.


João Couceiro venceu todas as competições internas em que competiu. Foto: Beatriz Ruivo/FPT
João Couceiro venceu todas as competições internas em que competiu. Foto: Beatriz Ruivo/FPT

Ainda assim, desistir nunca esteve em cima da mesa. “Nunca pensei em desistir”, assegura. Mais do que ganhar, o ténis tornou-se essencial para o seu bem-estar. “Mais importante do que jogar é mesmo treinar e manter-me ativo”, explica, destacando a importância da modalidade tanto a nível físico como mental.

Para o líder nacional, o ténis não é só a luta pelos pontos: “O desporto não é só competição, é convívio, é amizade. Conheci pessoas fantásticas, aprendi com elas e construí relações que levo para a vida inteira.”

O coordenador Joaquim Nunes destaca João como exemplo para os outros atletas: “O empenho, a dedicação e a capacidade de superação do João são características que os outros atletas podem utilizar como referência.” Também sublinha que “desde que chegou à modalidade, assumiu, juntamente com o seu treinador, um conjunto de metas perfeitamente escalonadas no tempo, que lhe permitiram atingir e manter excelentes desempenhos.”

O sucesso de João Couceiro é, assim, também um farol para a modalidade: “Quando um dos nossos atletas conseguir aceder aos Jogos Paralímpicos, será de certeza um forte empurrão para esta vertente do ténis”, reforça Nunes.

A base que ainda falta consolidar

O calendário competitivo nacional conta com 16 provas, divididas por diferentes níveis, além dos campeonatos nacionais individual e por equipas. Existem ainda 24 atletas ranqueados, duas delas mulheres, um número que evidencia outro desafio estrutural da modalidade.

“O foco é chegar a mais pessoas, sobretudo jovens”, explica o coordenador nacional. É nesse sentido que surge o Projeto Roda+, destinado a atletas com menos de 20 anos, onde a Federação Portuguesa de Ténis suporta os custos de aprendizagem nos clubes e fornece todo o material necessário.

Nos clubes, o maior obstáculo continua a ser a escala. “Normalmente não existem atletas suficientes para criar classes”, admite Joaquim Nunes. A solução passa por aulas individuais numa fase inicial e pela integração posterior em grupos regulares, um processo que “favorece fortemente a inclusão”.


O coordenador Joaquim Nunes destaca João como exemplo para os outros atletas. Foto: Álvaro Isidoro/FPT
O coordenador Joaquim Nunes destaca João como exemplo para os outros atletas. Foto: Álvaro Isidoro/FPT
Nuno e Alex treinam juntos duas a três horas por dia, com variadíssimas dificuldades e de forma autónoma. Foto: Carina Ribeiro/RR
Nuno e Alex treinam juntos duas a três horas por dia, com variadíssimas dificuldades e de forma autónoma. Foto: Carina Ribeiro/RR


Os apoios existem, mas não resolvem tudo. Há empréstimo de cadeiras e raquetes, apoio aos mais jovens e colaboração com diferentes entidades. Para o alto rendimento, porém, o caminho é mais exigente.

“A carreira de atleta de alto rendimento necessita de recursos que apenas são possíveis pela colaboração de várias entidades”, explica Joaquim Nunes, referindo a Federação, o Comité Paralímpico Português e os patrocinadores.

As cadeiras de competição continuam a ser caras, mas o coordenador relativiza: “Não será a cadeira que limita a progressão ou o acesso aos níveis de excelência”.

Fora do campo, o maior adversário é a visibilidade (ou a falta dela)

Se dentro do campo os atletas encontram pertença, fora dele enfrentam invisibilidade. “O desporto adaptado, em geral, não possui visibilidade”, critica Joaquim Nunes. “É uma carência reveladora da falta de cultura desportiva que nos caracteriza como nação.”

Mas pequenos gestos de reconhecimento fazem toda a diferença. Nuno Vale lembra, com entusiasmo, o apoio que sente mesmo fora do campo: “Nós, principalmente eu e o meu colega, viajamos muito de comboio, porque não temos condições para ir de carro. Para fazer todos os meses uma viagem para Lisboa fica caro. Então nós optámos pelo transporte público, vamos de comboio. E sentimos o apoio das pessoas. Falam connosco, perguntam-nos se é fácil, se é difícil, que deve ser difícil jogar, que empurrar a cadeira com a raquete na mão… e essas coisas realmente não são fáceis. Mas temos sentido o apoio das pessoas. Nessas viagens temos sempre muito apoio, muitas pessoas a conversar connosco, a inteirar-se do que é o ténis também.”

Para Joaquim Nunes, o jornalismo desportivo tem aqui um papel decisivo. “Dar a conhecer os processos de treino, as prestações desportivas e as condicionantes de vida destes atletas mostra o empenho e a capacidade de superação. São exemplos para a sociedade.”, afirma.


“Nós, principalmente eu e o meu colega, viajamos muito de comboio, porque não temos condições para ir de carro. Para fazer todos os meses uma viagem para Lisboa fica caro. Então nós optámos pelo transporte público, vamos de comboio. E sentimos o apoio das pessoas. Falam connosco, perguntam-nos se é fácil, se é difícil, que deve ser difícil jogar, que empurrar a cadeira com a raquete na mão… e essas coisas realmente não são fáceis. Mas temos sentido o apoio das pessoas. Nessas viagens temos sempre muito apoio, muitas pessoas a conversar connosco, a inteirar-se do que é o ténis também.”


Um futuro feito de pessoas

Os objetivos estão definidos: aumentar o número de jovens e mulheres, criar centros regionais de treino, garantir representação em todas as categorias da seleção nacional. Mas, para já, o crescimento do ténis em cadeira de rodas faz-se sobretudo de histórias individuais.

A de Nuno Vale, que começou depois dos 50.
A de Alex Silva, que encontrou no desporto um recomeço.
A de João Couceiro, que mostrou que também é possível sonhar alto.


João Couceiro perdeu a motivação depois de alcançar os seus objetivos, mas rapidamente voltou a encontrar o rumo. Foto: Beatriz Ruivo/FPT
João Couceiro perdeu a motivação depois de alcançar os seus objetivos, mas rapidamente voltou a encontrar o rumo. Foto: Beatriz Ruivo/FPT
Nuno Vale começou quase aos 60 anos, mas a modalidade trouxe-lhe vida, que já estava a perder.
Nuno Vale começou quase aos 60 anos, mas a modalidade trouxe-lhe vida, que já estava a perder.


Alex teve experiências internacionais e afirma que "mesmo sem uma perna corri muito mundo". Foto: Beatriz Ruivo/FPT
Alex teve experiências internacionais e afirma que "mesmo sem uma perna corri muito mundo". Foto: Beatriz Ruivo/FPT

Histórias diferentes, unidas pela mesma certeza: no ténis em cadeira de rodas, o jogo começa muito antes do primeiro serviço e continua muito depois do último ponto. Mas sempre em “treinos assim rasgadinhos”, como atirou prontamente Nuno.

E é essa a grande lição da modalidade: cada treino, cada torneio e cada ponto jogado mostra que, no ténis em cadeira de rodas, os limites existem apenas para serem ultrapassados, e que o verdadeiro triunfo está em participar, superar-se e inspirar outros a fazer o mesmo.


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