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Benfica

Pacheco diz que Jesus tinha a obrigação de perceber há muito que a equipa não está bem

08 jan, 2021 - 12:45 • Rui Viegas

Antigo extremo das águias confessa deceção pelo momento da equipa da Luz, mas também considera que não existe "catástrofe" e que se trata "de um problema exibicional" e não de resultados.

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António Pacheco, antigo jogador do Benfica, não esconde a deceção pelo momento exibicional do Benfica. As águias recebem esta sexta-feira o Tondela, para a jornada 13 da I Liga, depois de na ronda anterior terem empatado nos Açores e, com isso, sido apanhadas pelo FC Porto na tabela do campeonato.

Em entrevista a Bola Branca, o ex-extremo encarnado admite que "enquanto benfiquista, sinto-me um pouco dececionado porque as expectativas eram boas".

"O Benfica investiu bastante. Foi buscar um treinador profundo conhecedor do clube e do futebol português. E quando tudo fazia prever uma temporada mais regular, pelo menos do ponto de vista exibicional, e com mais qualidade, as 'coisas' não estão a correr assim", explica, antes de continuar.

No entanto, o antigo jogador recorda que o FC Porto, "equipa que é classificada com adjetivos bons", tem os mesmos pontos do que o Benfica.

"Se fizermos uma comparação, legítima, o Benfica - com uma parte exibicional muito aquém do que muita gente esperaria - tem o mesmo número de pontos do FC Porto, cuja equipa é classificada com inúmeros adjetivos bons -, portanto não é uma catástrofe. Pelo menos na classificação. Mas há que reconhecer que as espectativas estão aquém, depois da chegada de um treinador de sucesso e de internacionais de qualidade", reforça.

Nestas declarações a Bola Branca, e perante o atual contexto, Pacheco não percebe o porquê de Jorge Jesus - segundo o que foi noticiado esta semana - exigir mais à equipa. A responsabilidade do que está a suceder é exclusiva do técnico, considera.

"Acho bem que se exija sempre mais dos jogadores, principalmente os do Benfica, porque têm muito mais qualidade do que aquela que têm apresentado. Mas se o treinador acha que os jogadores não têm tido o empenho e o comportamento necessários, é óbvio que é ele o principal responsável. Se demorou 10 ou 12 jornadas, 15 ou 20 jogos, para perceber isso, tinha a obrigação de o ter feito mais cedo e atempadamente", diz, antes de concluir.

"O Benfica já deu inúmeros sinais de que as prestações não têm sido convincentes, nem condizentes, com o real valor da equipa. Portanto, a responsabilidade é total do treinador", sustenta.

António Pacheco preconiza soluções para o problema em causa e que não passam somente pela contratação de mais 'caras novas', como é o caso do central brasileiro Lucas Veríssimo.

"Não é só acrescentando jogadores que se melhora. Se os jogadores do Benfica não fazem uma equipa, há que reformular. Mas há também que falar menos e correr melhor. Há que acelerar até os três pontos estarem obtidos e não deixar que o adversário tome conta do jogo, porque - depois e como se tem visto - o Benfica não reage bem", termina.

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