Mauro Xavier
Dinheiro do Mundial de Clubes "é essencial, mas o Benfica tem de ter ambição de ganhar"
16 mar, 2023 - 13:00 • João Fonseca
Mauro Xavier, conhecido benfiquista, fala de união entre FIFA e UEFA para combater a Superliga Europeia e apela à revisão dos quadros competitivos, com eventual extinção da Taça da Liga.
Mauro Xavier, antigo vice-presidente do Instituto da Juventude e Desporto e conhecido adepto do Benfica, relativiza a importância económica do vindouro Mundial de Clubes e enfatiza a ambição desportiva.
Em 2025, entra em vigor o novo formato do Mundial de Clubes, que terá, pela primeira vez, em competição 32 equipas de todos os continentes. Portugal está no bom caminho para se fazer representar. Nesta fase, Benfica e FC Porto são os clubes com mais possibilidades de entrar, já que têm somado pontuação que os coloca na rota daquela que será "uma prova de elite".
"O Benfica poder entrar nesta competição é um momento muito importante. Acho que o dinheiro é essencial para a sustentabilidade de qualquer clube português e o Benfica verá sempre com bons olhos a receita, mas não é esse o objetivo principal. O Benfica tem de ter a ambição, nas provas em que participa, de ganhar", afirma Mauro Xavier, em declarações a Bola Branca.
Mundial contra uma Superliga. Calendários sofrem
O empresário considera que esta é a fórmula encontrada por FIFA e UEFA para travar o avanço de uma eventual Superliga Europeia.
"Os clubes precisam de disputar jogos o ano todo, para manterem espectadores globais interessados nestas competições, e para que possam ter mais receitas", sustenta.
Porém, este modelo terá de levar à alteração do quadro competitivo de muitos dos países envolvidos, entre eles Portugal. Mauro Xavier entende que a Taça da Liga, neste contexto, "é uma prova desnecessária".
O também comentador desportivo avança que, no futuro, os clubes poderão vir a ter "plantéis mais extensos", se não for formalizada a reformulação das competições internas.
- Bola Branca 18h15
- 15 mai, 2026








