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Benfica

O homem que meteu Mourinho de joelhos a festejar diz que regresso “faz todo o sentido”

17 set, 2025 - 20:53 • André Maia

João Tomás, que agora tem inveja da máquina do tempo, foi o melhor marcador da primeira "era-Mourinho" no Benfica, em 2000. Agora, o ex-avançado não tem dúvidas: Rui Costa faz bem em escolher já novo treinador e que seja Mourinho.

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A primeira "era-Mourinho" no Benfica foi curta, mas "intensa". Apenas 11 jogos, em pouco menos de três meses, que acabaram de forma insólita depois de uma vitória no dérbi frente ao Sporting por 3-0 (Mourinho celebrou de joelhos na relva virado para os adeptos e punhos cerrados). Um jogo que poderia lançar a passadeira vermelha para uma parceria de sucesso, até porque o Benfica ia com quatro vitórias consecutivas, mas não...

Depois do dérbi, Mourinho saiu, com a mudança na presidência e um ultimato. Toni era o treinador de Manuel Vilarinho, que ganhou as eleições, Mourinho, um treinador desprotegido porém com o vento a favor, quis garantir mais um ano de contrato e assim se deu a saída.

O que teria sido – dele, do Benfica e do futebol português – se não tivesse saído? "É difícil dizer. Não tenho o dom de adivinhar, mas a pergunta fica". Quem o diz a Bola Branca é João Tomás, antigo avançado do Benfica entre 1999 e 2001, e que foi o melhor marcador da primeira "era-Mourinho" no Benfica com nove golos em 11 jogos.

Hoje, 25 anos depois, e mesmo sem estar ainda confirmado o regresso de "Zé Mário" aos encarnados, o ex-jogador já inveja o antigo técnico. Porque Mourinho, para além de muitos poderes, consegue assim o dom do rejuvenescimento.

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"É uma vantagem dos treinadores, poder voltar atrás 25 anos e acabar aquilo que se calhar não acabou antes. Tenho pena que isso não possa acontecer com os jogadores também, porque seguramente muitos dos que passaram por Mourinho no Benfica, onde eu me incluo, também gostariam de voltar 25 anos depois (risos)", diz de forma animada aos microfones da Renascença.

Mas significa isso que Mourinho tem um ajuste de contas com o passado na Luz neste regresso? João Tomás diz que não. "Não faz grande sentido comparar os dois momentos. Há 25 anos foi uma coisa, agora será outra", diz o avançado, separando os contextos. E mesmo sendo o contexto atual de eleições no Benfica, o ex-internacional português dá sinal positivo à gestão de Rui Costa por escolher já um treinador para o futuro e não um interino.

"Acho que faz todo o sentido. O que não faz sentido é haver indecisões e prolongar decisões que precisam de ser tomadas. Havendo um decisão tão importante como a saída de Bruno Lage, tinha de existir outra decisão, que era a contratação de um treinador. Faz todo o sentido, não tenho dúvidas".

A Bola Branca, João Tomás também não tem dúvidas da qualidade do futuro técnico encarnado. Apesar de várias críticas nos últimos anos, que frequentemente apontam Mourinho como um técnico ultrapassado, João Tomás contesta. "Não acredito nisso. Muito honestamente, acho que José Mourinho fez um percurso incomparável, inatingível para a larga maioria dos treinadores, não só portugueses, mas mundiais”, reflete.

E continua: "Iniciou uma carreira incrível, que completa agora 25 anos. Teve fases muito positivas, extraordinárias, e também fases menos boas. É normal, faz parte do percurso de um treinador, de um jogador, de um dirigente. Acredito que essa questão se resolverá nos próximos projetos de Mourinho". E remata, como tantas vezes fez na carreira: "Mourinho estar novamente associado ao Benfica já é uma grande notícia para nós, enquanto Liga Portuguesa".

Agora falta a assinatura. Pela primeira vez desde 3 de dezembro de 2000, José Mourinho pode estar no banco do Benfica, mas agora sem João Tomás.

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