27 out, 2025 - 09:43 • Eduardo Soares da Silva
Mesmo que cada sócio do Benfica tivesse direito a apenas um voto cada, Rui Costa teria igualmente vencido a primeira volta das eleições do clube, embora com uma vantagem menor para João Noronha Lopes.
Nas eleições das águias, cada sócio tem direito entre três e 50 votos, dependendo da sua antiguidade enquanto associado.
Quem tem entre um e cinco anos de associado, tem direito a três votos. De cinco a dez anos, correspondem dez votos. 20 votos para quem é sócio entre dez e 25 anos. Já quem é associado há mais de 25 anos, a ida às urnas vale 50 votos, o que torna a sua escolha mais de 15 vezes mais importante do que quem seja sócio há menos de cinco anos.
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32,898 sócios votaram no presidente recandidato, o que corresponde a 38,38% do universo de votantes. Seria, de igual forma, o mais votado dos seis candidatos, mas é um valor inferior aos 42,13% que obteve, o que sugere que Rui Costa convenceu, de uma forma geral, os sócios com mais antiguidade.
Já João Noronha Lopes conseguiu que 27,109 sócios votassem na sua lista para a direção, correspondente a 31,62% dos votantes, um valor ligeiramente superior aos 30,26% que obteve.
Isto significa que as eleições teriam ido, de igual modo, a uma segunda volta, mas seria menor a percentagem a separar os dois candidatos mais votados.
A maior diferença estaria no último lugar do pódio. Luís Filipe Vieira terminou na terceira posição, mas se cada sócio tivesse direito ao mesmo número de votos, seria João Diogo Manteigas a ocupar essa posição.
12,259 sócios votaram em Manteigas, mais do que as 11,816 pessoas que votaram em Luís Filipe Vieira, o que sugere que o ex-presidente das águias conseguiu, à semelhança de Rui Costa, convencer mais sócios com antiguidade.
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Pouco, ou quase nada, mudaria no cenário dos últimos dois candidatos. Martim Mayer passaria dos 2,1% para 1,72% e Cristóvão Carvalho caia de 0,18% para 0,17%.
Nas eleições mais concorridas da história do Benfica, Rui Costa venceu a esmagadora maioria das 108 mesas de voto disponíveis por Portugal continental, ilhas e estrangeiro.
Noronha Lopes conseguiu vencer apenas duas meses no território continental: no Pavilhão 2 do Estádio da Luz e em Paço de Arcos.
Rui Costa venceu também no estrangeiro, mas aí a diferença foi muito menor. Noronha Lopes venceu 11 secções de voto: Berlim, Hamburgo, Bruxelas, Barcelona, Madrid, Tourcoing, Amesterdão, Londres, Rio de Janeiro, São Paulo e San José.
Já o atual presidente das águias venceu em 13 mesas de voto: Estugarda, Gross Umstadt, Paris, Luxemburgo, Genebra, Zurique, Luanda, Cidade da Praia, Maputo, Montreal, Toronto, Newark e New Bedford.
Aqui, a grande novidade foi a única mesa de voto que não foi vencida pelos dois candidatos que vão disputar a segunda volta das eleições. João Diogo Manteigas foi o mais votado em Marselha.
Tudo poderá mudar na segunda volta das eleições, apenas entre Rui Costa e João Noronha Lopes, que estão marcadas para 8 de novembro.