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Taça de Portugal

Manu Silva vai a jogo. Mourinho roda em Faro "porque cada vez mais confia em toda a gente"

16 dez, 2025 - 15:41 • Inês Braga Sampaio

Treinador do Benfica confirma titularidade do médio, que considera muito parecido com Enzo Barrenechea, que fica de fora. Leandro Barreiro não está apto para o jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal, que "não permite mudar o chip".

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José Mourinho confirma que vai mudar o onze na visita ao Farense, a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal. Contudo, o treinador do Benfica salienta que o faz porque "cada vez mais [confia] em toda a gente" e não por necessidade de fazer descansar os habituais titulares.

Esta terça-feira, em conferência de imprensa de antevisão da partida, Mourinho admite que vai "mudar alguma coisa, nem muito nem pouco".

"Vou mudar alguma coisinha porque cada vez mais confio em toda a gente, não porque o jogador A, B ou C precisa de descansar ou está em dificuldade. O único em dificuldade é o [Leandro] Barreiro, que nem está convocado. Qualquer mudança que eu possa fazer não parte da fadiga, mas sim da minha confiança crescente neles. Os nossos treinos não parecem treinos, parecem jogos, o que me dá grande satisfação. Faremos três ou quatro alterações, mas o ponto de partida é a confiança que tenho em quase todos os meus jogadores", afirma o treinador.

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Uma conferência de imprensa em que Mourinho também foi instado a comentar declarações do presidente do Sporting na segunda-feira, na gala dos Prémios Stromp. O técnico do Benfica disse, após o jogo com o Moreirense, que "há outros que choram". Em resposta, Frederico Varandas sublinhou que o Sporting "é uma casa onde não se chora".

Confrontado com as palavras de Varandas, o "Special One" opta por lhe dar os parabéns: "Não comento nada. Vi que o presidente do Sporting se vai recandidatar no próximo ano e, embora seja algo que não me diz respeito, aproveito para dar os parabéns pelo trabalho fantástico que tem feito desde que assumiu a presidência do Sporting."

O Farense-Benfica, dos oitavos de final da Taça de Portugal, está marcado para quarta-feira, às 20h45, no Estádio de São Luís. Jogo com relato e acompanhamento no site da Renascença, em rr.pt.


Mudança de chip: "São finais. Não tem havido a mudança de chip, não tem havido nenhum jogo que nos permita isso. Com o Nápoles, se não ganhássemos estávamos fora. Não ganhar no Moreirense seria um golpe importante. Perder em Faro significa estar fora da Taça. Adversários diferentes, competições diferentes, mas o chip é sempre o mesmo, temos de ganhar. Acho que isso nos pode ajudar, porque muitas vezes depois de um grande jogo pode haver um relaxamento, mas sabemos que é uma final, que é difícil, ainda no ano passado o Benfica foi a Faro e teve dificuldades. Não são uma equipa que procura a estética do jogo, luta com as armas que tem. Vai mudar muita ou pouca coisa? Vou mudar alguma coisa, nem muito nem pouco, mas vou mudar alguma coisinha porque cada vez mais confio em toda a gente, não porque o jogador A, B ou C precisa de descansar ou está em dificuldade. O único em dificuldade é o Barreiro, que nem está convocado. Qualquer mudança que eu possa fazer não parte da fadiga, mas sim da minha confiança crescente. Os nossos treinos não parecem treinos, parecem jogos, o que me dá grande satisfação. Faremos três ou quatro alterações, mas o ponto de partida é a confiança que tenho em quase todos os meus jogadores."

Muda o sistema ou as peças? "Hoje em dia joga-se, constrói-se e pressiona-se de diferentes modos. Obviamente que a mudança de alguns jogadores implica automaticamente algumas modificações. Por exemplo, uma coisa é jogar com o [Fredrik] Aursnes na ala, outra coisa é jogar com o [Andreas] Schjelderup, que é efetivamente um ala. Mas o Farense também é importante neste contexto e analisámos bem o perfil da equipa e, apesar de querermos impor o que somos, há coisas em que temos de nos adaptar, caso contrário não conseguiremos contrariá-las."

Críticas à atitude dos jogadores após o jogo com o Atlético: "O jogo do Atlético marcou uma viragem na nossa equipa. Cada vez mais nos identificamos, cada vez mais nos conhecemos. Eu a eles, eles a mim. Eles sabem que eu perdoo com todo o coração o erro que o [Samuel] Dahl cometeu contra o Bayer Leverkusen, o erro que o Tomás [Araújo] cometeu contra o Casa Pia... Eles sabem que eu perdoo com todo o coração esse tipo de situações. E sabem que há uma coisa que eu nunca aceitei e nunca aceitarei, que são reduções nos níveis de concentração, que depois de tantos anos é das coisas que nunca consegui ultrapassar. E nós começamos a conhecer-nos. Depois de termos tido dificuldades em Chaves e com o Atlético, sabemos que teremos dificuldades com o Farense. Campo pequeno, condições climatéricas, uma equipa extremamente física, que joga muito direto... Temos de ser capazes de responder. A nossa trajetória na Taça não tem sido fácil, apesar de ter sido contra equipas de escalões inferiores. Já são três jogos consecutivos sem jogar na Luz. Temos de continuar, queremos andar em frente."

Mind games também servem para motivar os jogadores? "Aquilo que me tornou conhecido no futebol foi os títulos que ganhei e não o facto de dizer umas bacoradas de vez em quando. Falar convosco [jornalistas] é também um modo de chegar aos jogadores, mas, normalmente, antes ou depois de falar convosco, já falei com eles ou vou falar com eles. O que vos disse depois do jogo com o Atlético foi exatamente o que disse aos jogadores ao intervalo. Cada jogo é um jogo e no futebol muda tudo muito rapidamente: os estados de graça acabam, os maus momentos também acabam. Tudo tem um fim, seja o bom ou o mau. Agora estamos num bom momento, mas temos de ter a capacidade de querer sempre mais."

Leandro Barreiro: "Amanhã fora e segunda-feira vamos ver como chega. Aproveito a oportunidade para desejar ao Vasco [Sousa, do Moreirense] uma boa recuperação. É um ótimo jogador e parece-me ser um ótimo miúdo. Que tudo corra bem e que ele recupere rapidamente."

Mudanças no onze: "Aquilo que não estiver em campo, vai estar no banco. Não é que vamos facilitar. Não vamos facilitar. O ponto de partida do mudar é dar a jogadores que merecem jogar e que não têm jogado muito, a oportunidade de jogar. Não é 'este jogador precisa muito de descansar e vamos fazê-lo descansar'. Não é esse o caso. O [Nicolás] Otamendi vai jogar. Há dois ou três que não vão jogar de início, mas vão estar no banco, algo que me dá uma certa segurança. Com o Belenenses tive de fazer quatro mudanças ao intervalo, agora espero não fazer nenhuma. O objetivo é ganhar a eliminatória e ganhá-la em 90 minutos, em vez de 120. É mais uma viagem, ainda não tivemos uma 'oportunidadezinha' de jogar em casa. O primeiro sorteio foi o Mário Branco que foi, o segundo foi o senhor Humberto Coelho. Quando houver sorteio outra vez, tem de ir outro que seja um bocadinho mais sortudo, porque só nos toca jogar fora de casa."

Frederico Varandas respondeu-lhe, dizendo que no Sporting não se chora: "Não comento nada. Vi que o presidente do Sporting se vai recandidatar no próximo ano e, embora seja algo que não me diz respeito, aproveito para dar os parabéns pelo trabalho fantástico que tem feito desde que assumiu a presidência do Sporting."

Este Benfica já se aproxima mais do que quer? "Em termos de coesão de equipa, sim. Em termos de uma equipa compacta defensivamente, que parte de uma posição de base para depois poder pressionar, e estamos a fazê-lo muito bem, depois com segurança na gestão do jogo. A equipa, mesmo quando não está por cima no jogo, não está por baixo. Está sempre em controlo. Ter gente rápida, ágil, que procura profundidade dá-me outra dimensão ao jogo que eu gostaria de ter, mas a equipa evoluiu muito bem. O Aursnes e o [Georgiy] Sudakov têm sabido ligar com a construção muito bem. A equipa vai crescendo. Quando tivemos um par de resultados negativos, não houve pânico aqui. Agora temos um par de resultados bons e estamos a jogar bem no campeonato, mas mantenho-me calmo."

Manu Silva vai ser titular? "O Manu joga. O Enzo [Barrenechea] vai sentar-se ao meu lado. São jogadores com um perfil parecido. Jogam nas mesmas zonas, interpretam muito bem o jogo, seja na fase defensiva, seja na fase ofensiva. Não são muito explosivos, muito rápidos, mas têm uma leitura de jogo e uma ocupação de espaços muito boa. São os dois fisicamente fortes, são os dois fortes na bola parada. São parecidos. Quando não havia Manu, estávamos limitados. Com o Manu a aparecer e a crescer, é bom para nós, porque voltamos à máxima dos dois jogadores por posição, o que nos dá estabilidade."

Mais alguém que possa ter oportunidade? "[Daniel] Banjaqui. É o único que vai estar convocado, para além dos que vieram de baixa mas que já jogaram connosco. O [José] Neto e o [Tiago] Freitas foram os dois para o funchal, jogam hoje. eu quero tê-los comigo, mas também quero que eles joguem. É importante que eles joguem muito, para o seu desenvolvimento. Estiveram dois jogo no banco com a primeira equipa, jogaram meia dúzia de minutos. Precisam de jogar e hoje na Madeira [pelo Benfica B] é um jogo de I Liga, porque o Marítimo é uma equipa de I Liga. É um jogo bom para eles jogarem. o Nélson Veríssimo tem toda a autonomia para decidir, mas é importante para o desenvolvimento do Freitas e do Neto fazerem este jogo. E depois abrem a porta a que gente que não tem sido convocada, seja convocada. O [Rafael] Obrador regressa aos convocados e o Banjaqui vai estrear-se nos convocados."

Vangelis Pavlidis: "Eu não faço rankings, sempre me recusei a fazer. Tenho um respeito tremendo por todos aqueles que me deram tanto a ganhar. Imaginem, fazemos aqui um exercício rapidamente: qual foi o melhor guarda-redes que jogou para mim? Vítor Baía, Júlio César, Peter Cech, Thibaut Courtois, Hugo Lloris... Agora imaginem isto a lateral-direito, central, atacante... Não consigo fazer rankings. Agora, consigo identificar [Pavlidis] como um ótimo jogador, de que gosto muito, porque tem o golo, mas também tem o 'link play'. Às vezes digo que há atacantes que são muito bons porque marcam muitos golos. Mas no dia em que não marcam golos, a contribuição para a equipa é zero. E o Pavlidis é o tipo de atacante que, se não marcar, o seu contributo nunca é zero. Porque na fase defensiva trabalha muitíssimo, interpreta muito bem os timings de pressão, depois na fase ofensiva é um jogador que se não fosse um número 9 podia perfeitamente ser um médio-ofensivo, porque tem essa qualidade de jogar e de construir. É um jogador de que gosto muito. Estou muito contente. Gosto do crescimento que o [Franjo] Ivanovic está a ter, da força psicológica que está a ter de resistir a dois ou três meses praticamente sem jogar e com um rendimento muito baixo. Vamos melhorando todos, cada um de cada vez."

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