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Benfica lamenta morte de António Lobo Antunes, "um dos mais ilustres adeptos"

05 mar, 2026 - 09:22 • Inês Braga Sampaio

Clube apresenta "as mais sentidas condolências à família, amigos e admiradores" do escritor, que morreu esta quinta-feira, aos 83 anos, e que queria "ser o Águas da literatura".

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O Benfica manifesta "o seu profundo pesar" pela morte do escritor António Lobo Antunes, esta quinta-feira, aos 83 anos.

Em nota de pesar, o Benfica "apresenta as mais sentidas condolências à família, amigos e admiradores" de Lobo Antunes, "um dos mais ilustres adeptos do clube, referência maior da cultura portuguesa contemporânea".

"António Lobo Antunes manteve ao longo de décadas uma ligação afetiva ao Benfica, que tantas vezes atravessou a sua própria obra e os seus testemunhos públicos. A sua voz singular na literatura portuguesa expressou sempre uma identidade profundamente enraizada no benfiquismo", pode ler-se no site oficial do clube lisboeta.

O clube recorda uma frase célebre do escritor, que durante a Guerra Colonial afirmou que "enquanto o Benfica jogava, não havia guerra". Ou uma associação ao futebol: "Quero ser o [Rui] Águas da literatura."

O Benfica considera que Portugal "perde um escritor maior" e o clube vê partir "um adepto cuja genialidade, pensamento e paixão pelo Benfica ficarão para sempre na memória coletiva do benfiquismo".

A informação da morte de António Lobo Antunes foi confirmada pela Renascença junto de fonte da editora D.Quixote. O escritor, que estava desde há alguns anos desaparecido da cena pública, escreveu livros que marcam a literatura portuguesa, como "Memória de Elefante", "Os Cus de Judas", "Fado Alexandrino", "Auto dos Danados" e muitos outros, em que sempre lançou um olhar profundo sobre a portugalidade.

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