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Rui Costa: "Somos obrigados a acreditar em todos os lugares enquanto for possível"

09 abr, 2026 - 12:39 • Inês Braga Sampaio

José Mourinho deitou a toalha ao chão, dizendo que o empate com o Casa Pia deitara por terra "as últimas possibilidades de lutar pelo título". Já o presidente do Benfica avisa que é "proibitivo abandonar a época".

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O presidente do Benfica, Rui Costa, não atira a toalha ao chão, ao contrário do que fez José Mourinho, e sublinha que todos no clube têm de acreditar até ao fim que é possível conquistar o campeonato.

Em declarações aos jornalistas, esta quinta-feira, à saída da Assembleia da República, Rui Costa assume que o empate "completamente inesperado" com o Casa Pia complicou as contas, "e é natural que os adeptos estejam insatisfeitos". No entanto, "é proibitivo abandonar a época".

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"Somos obrigados a acreditar em todos os lugares enquanto for possível. É a obrigação de cada jogador e de cada treinador e cada pessoa que trabalha no Benfica, pela responsabilidade que é representar o clube e pelo respeito que temos de ter pelos adeptos do Benfica", realça.

Apesar desta afirmação, o presidente encarnado entende as declarações de Mourinho, que disse que o Benfica tinha perdido "as últimas possibilidades que teria de lutar pelo título". Para Rui Costa, foram as "declarações de um treinador que estava desagradado com a exibição da equipa". Já o plantel, que foi muito criticado pelo técnico, "reagiu com a desilusão de ter empatado um jogo que não devia ter empatado".

Para Rui Costa, a continuidade, ou não, de José Mourinho na Luz "não é tema": "Não há muito para dizer, tem contrato por mais um ano."

Ainda assim, o presidente do Benfica garante que o treinador não é imune a ser despedido, porque "ninguém é imune a nada, nem o presidente". E o antigo internacional português não esconde a deceção com a época:

"Não está a ser a época que queríamos que fosse, não vou estar aqui a esconder isso. É evidente que não está a ser, mas é reponsabilidade de cada um de nós, por respeito à camisola, que é sagrada, e por respeito aos adeptos do Benfica, não abandonar a época até ela estar terminada."

"Benfica não veio aqui só defender os seus interesses"

Rui Costa esteve na Assembleia da República para se reunir como líder do grupo parlamentar do Chega, Pedro Pinto, para "dar a conhecer preocupações" em relação a temas que dizem respeito ao Benfica, em concreto, e a todo o futebol português, em geral. Foi "muito positivo".

"Expusemos as nossas preocupações e o que temos vindo a dizer. Estamos a tentar fazê-lo de maneira a tentar abranger toda a área política e ir manifestando as nossas preocupações. Não só de temas relacionadas com o Benfica em si, mas também com o futebol português no seu todo, nomeadamente os direitos televisivos. Fomos ouvidos, tentámos esclarecer as nossas dúvidas e aquilo que entendemos que seja prejudicial para o futebol português", explica o presidente do Benfica, que espera "que os partidos políticos fiquem sensibilizados e atuem em consonância".

"O Benfica não veio aqui só defender os seus interesses", insiste Rui Costa, que enumera alguns dos temas levados a debate com os partidos.

"Apostas desportivas, seguros, álcool nos estádios, IVA, tudo coisas que prejudicam ou podem, de outra forma, melhorar o futebol português. E a Benfica FM, não conseguimos entender o porquê desta situação [emissão da rádio em FM foi chumbada pela ERC]", esclarece.

Sobre o empréstimo obrigacionista de 40 milhões de euros que a SAD do Benfica emitiu na quarta-feira, o presidente dos encarnados salienta que "é uma necessidade do clube". Rui Costa acrescenta que "tem sido um sucesso, vai ser novamente um sucesso" e será repetido.

O Chega é o terceiro partido com que o Benfica se reúne, nesta tentativa de expor as suas preocupações. Na semana passada, Rui Costa esteve com o grupo parlamentar do PSD e, na quarta-feira, com o PS.

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