Seleção Nacional
Estreias e apuramento sem derrotas. Martínez termina Liga das Nações "muito orgulhoso"
18 nov, 2024 - 22:52 • Inês Braga Sampaio
Selecionador destaca a qualidade de jogo, frente à Croácia, com sete mudanças no onze e o que Portugal fez durante a fase de grupos: "Abrimos a competitividade, acabámos sem derrotas e fizemos um desempenho de que podemos estar orgulhosos."
Roberto Martínez mostra-se "muito orgulhoso" com a prestação de todos os jogadores da seleção portuguesa, no empate (1-1) diante da Croácia e em toda a fase de grupos da Liga das Nações.
Em declarações à RTP3, no final da última partida do Grupo A1, que Portugal terminou em primeiro lugar - com apuramento para os quartos de final como cabeça de série -, o selecionador nacional sublinha que foram cumpridos os objetivos e destaca os três estreantes em Split.
"Nós, treinadores, gostamos de complicar a vida. É importante ver o Renato Veiga, que tem o terceiro jogo na seleção e joga com uma personalidade e uma responsabilidade incrível, o Tomás Araújo, que fez uma estreia que mostra o futuro e o presente que ele tem na seleção, o Fábio Silva, um ponta de lança diferente", enaltece.
Portugal empatou, a um golo, com a Croácia, no último jogo da fase de grupos da Liga A da Liga das Nações. Na sexta-feira, realiza-se o sorteio dos quartos de final, para que a seleção nacional se apurou.
Empate com seleção de duas caras não desanima: "Sinto-me muito orgulhoso, no futebol é muito difícil fazer sete mudanças no onze inicial e manter a ideia da equipa, os conceitos táticos, executar o que trabalhámos. A primeira parte é para ganhar o jogo, se marcássemos o segundo golo, que tivemos oportunidade, seria muito difícil para a Croácia reagir. Mas é normal, jogavam em casa, na segunda parte tiveram dez, 15 minutos com muita força e nós não tivemos o mesmo controlo da bola que tivemos na primeira parte. Ainda criámos mais uma oportunidade, do Nuno Mendes, e foi um jogo nas duas áreas, mas estou orgulhoso. Mais três jogadores que se estrearam, depois do Nuno Tavares com a Polónia, mostra a formação do futebol português, com muitos jogadores de alto nível. Abrimos a porta da competitividade na seleção, acabámos sem derrotas e fizemos um desempenho de que podemos estar orgulhosos."
Estreantes complicam escolhas futuras: "Nós, treinadores, gostamos de complicar a vida. É importante ver o Renato Veiga, que tem o terceiro jogo na seleção e joga com uma personalidade e uma responsabilidade incrível, o Tomás Araújo, que fez uma estreia que mostra o futuro e o presente que ele tem na seleção, o Fábio Silva, um ponta de lança diferente. Depois, jogadores como João Félix e Otávio, que voltam à seleção com uma personalidade e uma atitude muito boa. Na Liga das Nações o critério era abrir oportunidade a outros jogadores e mostraram que estão preparados para ajudar a equipa."
Os menos utilizados: "Tiramos notas positivas, acho que a posição do João Félix ajudou muito. É um jogador muito inteligente. Também tivemos uma situação com o Diogo Costa, que não pôde jogar, e entrou o José Sá e fez uma exibição fantástica. Mostra o profissionalismo dos jogadores durante os treinos, é difícil termos 23, 26 jogadores durante os treinos, mas o 11 inicial são 11 jogadores. Agora, os outros jogadores que não jogaram no primeiro jogam entram e mostram um nível de execução dos conceitos, de conhecimento que mostra o profissionalismo dos jogadores e o trabalho que eles fazem. Estou muito contente com todos."
Que adversário prefere nos quartos de final: "O objetivo é ganhar, então, para ganhar, precisamos de jogar contra os melhores e todos. O importante é que tenhamos todos os jogadores lesionados para voltar, se o Gonçalo Ramos puder voltar é importante, hoje foi uma mostra de que a equipa, o grupo, aqui sentiu. Mas queremos olhar para dentro e para o que nós queremos fazer. Aceitamos o adversário que seja."
- Bola Branca 18h16
- 18 mai, 2026







