Sub-17
"Não dá para todos": Violante tira o chapéu aos "miúdos" e deixa um aviso aos novos campeões europeus
02 jun, 2025 - 12:55 • João Filipe Cruz
O selecionador que conquistou o primeiro Euro da categoria, em 2003, entende que Portugal venceu em equipa, "tal como em 2003", e frisa que "só três ou quatro" chegam à seleção.
Três vezes campeões da Europa de sub-17. Antes da Albânia, a conquista que abriu rumo a estas páginas de glória foi há mais de 22 anos. Em conversa com Bola Branca, o selecionador que levou ao primeiro título no escalão não escondeu a satisfação pelo feito mais recente e foi mais além.
"Fiquei ainda mais satisfeito por Portugal ter feito um bom jogo. Os miúdos estiveram muito bem. Foi uma vitória merecidíssima, diante da França, que é sempre um adversário difícil. A nossa seleção foi amplamente superior e França não teve hipótese nenhuma", assegura António Violante.
Já segue a Bola Branca no WhatsApp? É só clicar aqui
Em 2003, a seleção de sub-17 venceu Espanha nos penáltis, em Viseu. Uma decisão mais apertada, como é "costume". Mas há semelhanças entre gerações. "Tal como a de Viseu, esta equipa vale pelo todo. Na minha opinião, não há grandes destaques. Aquilo que prevaleceu foi a capacidade da equipa e não de algum jogador em especial", deixa claro o ex-treinador.
Há 22 anos, António Violante orientou uma seleção com Miguel Veloso - considerado o melhor do Euro -, João Moutinho, Vieirinha, Paulo Machado, Hélder Barbosa e Tiago Gomes, jogadores que chegaram à seleção principal. O caminho para os jovens que sorriram em Tirana ainda agora começou, mas a estatística joga contra eles.
"Agora têm uma carreira pela frente. Isto é o início e não é fácil. Quando treinei seleções e quando eles apareciam pela primeira vez dizia-lhes sempre 'todos vocês podem fazer carreira de jogadores profissionais, mas só três ou quatro deste grupo vão chegar à seleção principal'. Nunca me enganei", refere.
E o retrato da seleção principal portuguesa dá razão a António Violante.
"Se nós olharmos para a seleção principal, tem três ou quatro jogadores por ano de nascimento. É capaz de haver um ou dois sub-21, um ou dois sub-20 e por aí fora até chegar ao ano de nascimento do Ronaldo. Não dá para levar 10 jogadores do mesmo ano. Não dá. Não se trata de estar mais fácil ou menos fácil, não dá para todos", lamenta o antigo selecionador em declarações a Bola Branca.
- Bola Branca 18h15
- 15 mai, 2026









