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Seleção Nacional

Nikitscher, um húngaro em Vila do Conde. "O balneário da Hungria está muito unido"

13 out, 2025 - 14:52 • André Maia

O único húngaro a jogar na Liga Portuguesa veste a camisola do Rio Ave. A Bola Branca falou com o médio Tamás Nikitscher, que faz um apelo aos colegas de Seleção: foco no jogo e não na calculadora.

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Desta vez não há goulash nem pálinka para acompanhar, mas há petinga à moda das Caxinas para Tamás Nikitscher. O médio defensivo de 26 anos é o único jogador húngaro a jogar profissionalmente em Portugal, ao serviço do Rio Ave, na I Liga, e desta vez vai ter de acompanhar à distância a sua seleção. Com nove internacionalizações pela equipa magiar, Nikitscher não foi convocado desta vez, mas não é por isso que não deixa de lançar alguns pedidos aos colegas.

Em véspera de confronto entre Portugal e Hungria, o médio rioavista falou com a Bola Branca e garante que ainda acredita no primeiro lugar do Grupo F de qualificação para o Mundial 2026. Porém, o melhor, diz, é que os colegas não pensem demasiado nisso: "Estou à espera de um jogo muito difícil, ainda por cima sendo um jogo importante para as duas equipas. Mas vai ser um bom jogo. Acho que a Hungria deve estar focada apenas e só na partida e não na calculadora. Temos de jogar o nosso futebol, mas tendo presente que Portugal tem pontos fortes incríveis", diz o médio do Rio Ave.

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Tamás Nikitscher soma nove internacionalizações pela Hungria e já esteve no grupo de Marco Rossi em 2025, tendo sido convocado para três jogos: a final do play-off da Liga das Nações contra a Turquia e um particular contra a Suécia. O médio conhece bem, portanto, o balneário da formação magiar, que assume como ponto forte da seleção húngara. "A seleção húngara é como uma grande família. O nosso maior ponto forte é precisamente a união. Até porque a equipa já demonstrou várias vezes que consegue competir contra seleções mais fortes. O balneário está muito unido, só temos de nos focar no jogo", diz o número 44 do Rio Ave.

Ao contrário das convocatórias anteriores deste ano, Nikitscher não foi chamado. Uma ausência que o médio compreende e que conhece a justificação: as lesões. "Quando estava em Espanha, no Valladolid, lesionei-me mesmo antes da pausa das seleções. Não fui chamado por causa disso. Agora estou a trabalhar arduamente para voltar à forma. É completamente compreensível não ter sido chamado desta vez", explica Tamás Nikitscher a Bola Branca.

E essa recuperação de forma está a ser feita em Vila do Conde. Com cinco jogos já feitos com a camisola verde e branca – mas com apenas 77 minutos jogados na soma desses jogos –, o jogador húngaro tenta conquistar o técnico Sotiris Sylaidopoulos. Mas mesmo sem ter, por enquanto, muito destaque no plantel vilacondense, tem a certeza da decisão tomada em mudar de malas e bagagens de Valladolid para o Rio Ave. "O ambiente aqui é incrível, é como uma família. Toda a gente é muito prestável e acolhedora. Sinto-me muito bem aqui. O meu objetivo é jogar o máximo de jogos possível, ajudar a equipa a ter uma boa performance na Liga e levar alegria ao clube e aos adeptos", diz Tamás Nikitscher.

Na terça-feira, Nikitscher vai ver o Portugal-Hungria do sofá e pode ouvir o relato – como sempre – em rr.pt ou na aplicação móvel da Renascença.

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