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Mundial 2026

Ébola: "Não existe qualquer risco para a seleção portuguesa"

20 mai, 2026 - 20:17 • Pedro Mesquita , com redação

Os Estados Unidos proibiram a entrada no país dos adeptos congoleses – devido ao surto de ébola no país –, mas a seleção africana, adversária de Portugal, poderá participar no Campeonato do Mundo

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Ébola: "Não existe qualquer risco para a seleção portuguesa"
"Não existe qualquer risco para a seleção portuguesa", afirma especialista em doenças infecciosas Miguel Prudêncio

Portugal vai defrontar a República Democrática do Congo (RDC) no Mundial de Futebol. O país africano está a ser assolado por um surto de ébola, mas Cristiano Ronaldo e companhia não correm “qualquer risco”, diz à Renascença o especialista em doenças infecciosas Miguel Prudêncio.

“Penso que não temos que ter qualquer tipo de preocupação. Desde logo porque só quando há já sintomas da doença é que o vírus pode ser transmitido. Presume-se que não haverá jogadores manifestamente doentes em campo e com possibilidade de transmitir”, afirma o investigador do Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

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A FIFA já disse que “os jogadores da seleção do Congo serão alvo de vigilância do ponto de vista epidemiológico”. “Acho que não existe qualquer risco para a seleção portuguesa”, reforça Miguel Prudêncio.

Os Estados Unidos proibiram a entrada no país dos adeptos congoleses, mas a seleção poderá participar no Campeonato do Mundo, que também se realiza no México e no Canadá.

A FIFA garante que a saúde dos jogadores da RDC está a ser devidamente monitorizada.

Lucille Blumberg, a presidente do Comité de Emergência da OMS para o surto de ébola, criticou a proibição de entrada de adeptos do Congo nos Estados Unidos, argumentando que não existe risco de contacto por via aérea.

Embora admita que se trata de um “excesso de zelo” por parte dos EUA, Miguel Prudêncio compreende a decisão porque as pessoas estão “muito alerta desde a pandemia de covid-19”.

“De um certo ponto de vista compreende-se esta medida, porque pretenderá prevenir quaisquer casos que pudessem acontecer, embora eles fossem efetivamente pouco prováveis, porque uma coisa importante a ter em conta é que as pessoas só transmitem o vírus quando estão já com sintomas da doença”, refere o especialista.

Em declarações à Renascença, Miguel Prudêncio explica que “através de um rastreio e de um diagnóstico atempados, seria possível permitir as viagens das pessoas, garantindo que esse rastreio era feito antes de embarcarem para os Estados Unidos”.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está a acompanhar e a recolher informação junto das entidades competentes e tem a indicação que a FIFA e a UEFA vão prestar esclarecimentos e informações sobre o assunto nos próximos dias.

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