Ouvir
  • Bola Branca 18h14
  • 05 jun, 2026
A+ / A-

Mundial 2026

Beto Pimparel: "Diogo a titular" com os braços, pernas e cabeças dos suplentes

01 jun, 2026 - 12:45 • João Filipe Cruz

Em entrevista a Bola Branca, o antigo guarda-redes internacional aplaude a chamada de Ricardo Velho, garante CR7 nos limites "para ajudar a Seleção" e acredita que vai ser feita "história".

A+ / A-

Primeiro dia. A 16 dias do Campeonato do Mundo das Américas, é nesta segunda-feira que arranca a epopeia que milhões esperam que redunde em história. Os eleitos por Roberto Martínez respondem à chamada e reencontram-se para respirarem o Mundial.

"É o reencontro de companheiros de equipa que vão unir objetivos, desejos, crenças e vontades, ao serviço de Portugal. Depois, é também um dia de mudança total de chip. Inicia-se um processo que espero e desejo que seja longo até à final, de muita convivência, partilha e daquilo que vão ser os objetivos comuns", explica Beto Pimparel a Bola Branca.

Chamado ao serviço em três Mundiais, para o antigo guarda-redes, o início do estágio definitivo não tem segredos. É hoje para o Campeonato do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México como foi para o torneios na África do Sul, Brasil e Rússia.

Em entrevista à Renascença, Beto coloca de parte o desgaste de épocas que se acumulam nas pernas dos nosso convocados e abraçam a "responsabilidade de representar Portugal no Campeonato do Mundo".

"Depois de terminarem as temporadas há uns dias para descansarem, carregarem baterias, estarem com familiares e com amigos. A oportunidade que estes jogadores vão ter, não sendo um comprimido que limpa as mazelas todas, é verdadeiramente uma injeção de adrenalina e de motivação que, em muitos casos, parece que faz um reset ao desgaste", reconhece.

E mesmo os que chegam mais tarde, por bons motivos, não vão "atrapalhar". Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos só se juntam nos trabalhos no dia do primeiro jogo de preparação, este sábado frente ao Chile, mas "vêm ultra motivados" depois da conquista da segunda Champions consecutiva e "isso é sempre, sempre, sempre uma mais-valia" para Beto Pimparel.

Depois há o inevitável: Cristiano Ronaldo. O capitão chega ao sexto Mundial da carreira, três deles com Beto como companheiro, que não tem dúvidas sobre a motivação de CR7.

"Conhecendo o Cristiano como conheço, acredito que vai apresentar-se na máxima força mental e física. Vai dar tudo aquilo que ele sempre deu à Seleção Nacional. Pode ser o seu último Mundial e, portanto, pode ser a última oportunidade do Cristiano de marcar mais uma página de ouro na história da Seleção e na sua carreira. Acho que estão aqui os ingredientes todos para que este Campeonato do Mundo possamos ver e admirar o Cristiano nos seus limites, a apoiar e a ajudar a Seleção Nacional", garante a Bola Branca.

Quanto à área de intervenção do antigo internacional, Beto não tem dúvidas sobre a titularidade de Diogo Costa, "um guarda-redes com uma estabilidade e confiança enormes" e ainda "em fase de progressão e com vontade de crescer e ser ainda melhor". Mas lança um alerta: "Não nos podemos esquecer que, ao lado do Diogo, vão estar o José, o Rui e o Ricardo". Beto lembra que já esteve dos dois lados, foi suplente na África do Sul e na Rússia e, pelo meio, esteve na baliza em duas partidas do Mundial do Brasil. Há sempre e "tem de haver sempre o desejo de ser titular", mas também há "o objetivo maior" e, para isso, os "suplentes têm te trabalhar o mental e a motivação do Diogo".

O antigo guarda-redes de Sporting, Sevilha, Sporting de Braga e FC Porto saúda a decisão de Roberto Martínez de chamar Ricardo Velho para ser o quarto a remar na mesma direção. Não havendo espaço para ir a jogo, o guarda-redes que representa os turcos do Gençlerbirligi por empréstimo do Farense, "merece estar lá, vai estar e vai ajudar".

E tão importante quanto o trabalho de quem calça as luvas no Mundial é o trabalho atrás das cortinas dos companheiros de sector e Beto Pimparel recorda-o à Renascença.

"Lembro-me de ter uma expressão no Mundial da Rússia, quando estávamos no aquecimento com o míster [Fernado] Justino. Ia jogar o Rui [Patrício], mas tínhamos de estar todos na baliza. Disse-lhe 'tens que sentir que toda a gente está na baliza, vais ter seis braços, seis pernas, três cabeças. Faz-te grande porque és grande'. É isto que tem de se exigir aos guarda-redes que não jogam, porque se ganharmos, ganhamos todos", sublinha.

E sobre as hipóteses de Portugal ser feliz no dia 19 de julho, Beto partilha do "espírito e crença mesmo muito grande" de boa parte dos portugueses. Para o antigo internacional, a Seleção tem "um plantel de luxo" e só tem de "juntar o talento à crença, atitude" e "aquela estrelinha" que os campeões têm de de ter.

"Temos dos melhores laterais do mundo, se não os melhores laterais do mundo, temos dos melhores meios-campos do mundo, se não o melhor, temos dos melhores jogadores da história do futebol. Temos um plantel rico, rico, rico em talento. Se nós conseguirmos juntar o talento à crença, à fé, à atitude competitiva e, obviamente, àquela pequena estrelinha que, muitas vezes, as equipas têm que ter, acho que sim, que Portugal tem condições para fazer história e para ser campeão do mundo", remata.

Ouvir
  • Bola Branca 18h14
  • 05 jun, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque