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Seleção Nacional

"Mais refinado e ainda mais maduro". Para Silas, "é a altura perfeita" para Jesus chegar à seleção

08 jul, 2026 - 18:15 • João Filipe Cruz

O técnico nunca escondeu a influencia de Jesus na sua carreira e, em declarações a Bola Branca, vê a possível chegada como "escolha natural".

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Foi entre 2006 e 2008 que Jorge Silas encontrou Jorge Jesus no Belensenses. Com a cruz ao peito e JJ ao comando, o ex-médio encontrou alguma da inspiração para abraçar, também ele, a carreira de treinador. Passados tantos anos, Silas vê o antigo técnico no Restelo ainda melhor e considera que esta é a altura "certa" para dizer "sim" à seleção.

"Está mais refinado e ainda mais maduro. Quando o apanhei, ainda não tinha passado ainda por equipas grandes, mas já passou por essas equipas, já lidou com muitos egos. Acho que é a altura certa para ser selecionador nacional. E nem falo da parte técnica, porque para mim é dos melhores treinadores que eu já vi. Essa parte é inquestionável", atira.

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Em conversa com Bola Branca, Silas até coloca José Mourinho na lista de treinadores que, pelo que fizeram, merecem chegar ao cargo de selecionador.

"Inevitavelmente, tanto o míster Jorge Jesus como o míster José Mourinho, por tudo que deram ao nosso futebol, vão acabar por ser selecionadores. E merecem ser. Por aquilo que deram ao nosso futebol, por aquilo que continuam a dar ao nosso futebol, pelo conhecimento que têm do nosso futebol, pelos dois líderes que são. Acho que são escolhas naturais", entende.

Para o técnico, JJ vai "apanhar um grupo de jogadores muito bom" e sobre as diferenças entre orientar uma equipa e uma seleção, Silas não tem dúvidas.

"As equipas são muito mais difíceis de treinar do que uma seleção. Os jogadores vão para a seleção com uma motivação e um orgulho muito diferentes", reconhece.

Até para treinadores com o perfil de Jorge Jesus, o espaçamento temporal entre estágios da seleção podem acabar por beneficiar.

"Os selecionadores trabalham com períodos muito mais curtos com os jogadores, ou seja, o desgaste acaba por ser menor. Um treinador como o Jorge Jesus, o Mourinho ou o Guardiola, muito intensos e exigentes, com o passar do tempo, pode haver desgaste. É normal. Nas seleções, não. Os períodos são muito curtos. Não há tempo para haver esse desgaste na relação com os jogadores. É mais fácil de gerir", conclui.

Sem propostas, mas vão aparecer

Silas está livre no mercado. O ex-técnico do Leiria, Marítimo, Mafra, Famalicão ou Sporting deixou o Farense no final do ano passado e está, agora, "aberto a novas aventuras.

"Para já ainda não temos, mas acredito que nos próximos tempos aparecerá algo, mesmo que não entremos de início. Vou aproveitando estes tempos para me ir refinando também", adianta.

E sobre a geografia do próximo projeto, tanto faz ser cá dentro ou lá fora. "Os treinadores são como os jogadores. Temos que estar sempre preparados para ir para um lado ou para ir para o outro, para treinar cá ou para treinar fora. É indiferente", partilha com a Renascença.

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