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Fórmula 1

F1 tem calendário de nove meses em 2026. Imola sai para dar lugar a Madrid

10 jun, 2025 - 14:22 • João Pedro Quesado

No ano em que a F1 muda regras de carros e motores, o calendário volta a ter 24 corridas e racionaliza as viagens de maio e junho à América do Norte. Últimas seis corridas da temporada acontecem ao longo de sete semanas entre o fim de outubro e o início de dezembro.

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A Fórmula 1 lançou esta terça-feira o calendário de Grandes Prémios para a temporada de 2026, acabado de aprovar pela Federação Internacional do Automóvel (FIA). Com o primeiro Grande Prémio a começar a 6 de março e o último a terminar a 6 de dezembro, a F1 vai fazer 24 GPs em nove meses, num ano em que Imola (na Itália) volta a sair do calendário, dando lugar a uma nova corrida citadina em Madrid.

A abertura da temporada cabe novamente ao Grande Prémio da Austrália, em Melbourne, entre 6 e 8 de março, com o GP da China no fim de semana seguinte. Bahrain e Arábia Saudita voltam a ter as corridas colocadas em abril, nos dias 12 e 19, outra vez devido ao Ramadão, deixando o Japão como terceira corrida, a 29 de março — desta vez de forma isolada, depois de, em 2025, as equipas terem sido obrigadas a arrumar tudo rapidamente para viajar para a península Arábica.

Segue-se a corrida de Miami, a 3 de maio, seguida do Canadá, três semanas depois — ao invés do que acontece no calendário de 2025, em que o GP do Canadá (no fim de semana de 14 e 15 de junho) acontece três corridas (na Europa) depois de Miami.

Apesar de esta mudança colocar o calendário mais próximo da promessa de sustentabilidade da F1 e de organização regional das corridas, as três semanas de separação contrariam os objetivos do campeonato: os equipamentos não-críticos das equipas podem ficar na América do Norte e ir calmamente de Miami para Montreal, mas as equipas e carros vão atravessar duas vezes o Atlântico entre as duas corridas.

Tendo em conta os próprios números da F1, segundo a qual as viagens dos membros das equipas constituem 28% da pegada de carbono do campeonato, evitar as viagens de regresso de Miami para a Europa e de ida da Europa para Montreal seria útil para reduzir a poluição atribuível à F1 — apesar de estar longe de ser dos maiores voos feitos pelas equipas, uma viagem transatlântica gera, em média, uma tonelada de CO2 por passageiro. Considerando que as equipas têm, em cada Grande Prémio, uma média de 100 funcionários (incluindo os pilotos), e que a essas mil pessoas é preciso somar jornalistas, funcionários da FIA e da própria F1, além do transporte de equipamento (que equivale a 45% das emissões da F1), é fácil a conta dos gases com efeito de estufa superar os dois milhões de quilos de CO2 emitidos.

Coincidência com a maior corrida da América

Há ainda outra questão sobre a nova data do GP do Canadá: além de os promotores da corrida de Montreal recearem uma desvalorização devido à aproximação temporal a Miami — o que poderá ter contribuído para a separação de três semanas —, a corrida canadiana vai coincidir com as míticas 500 Milhas de Indianápolis, não só no dia, mas também na hora.

Tradicionalmente, as 500 Milhas de Indianápolis, conhecidas como Indy 500, acontecem no mesmo fim de semana do GP do Mónaco (que passa, em 2026, para o primeiro fim de semana de junho), começando algumas horas depois do fim da corrida no principado. Coincidindo com outra corrida na América do Norte (a 1.400 km de distância), é possível que o GP do Canadá comece durante a prova da IndyCar, levando a uma divisão de espectadores.

Com o atual poder de atração da F1, pode ser a IndyCar a sofrer com a coincidência, apesar de organizar um dos maiores eventos desportivos do ano — 350 mil pessoas costumam encher as bancadas da pista oval, e cerca de sete milhões de pessoas viram a corrida deste ano na televisão.

O calendário da F1 em 2026 tem uma provável coincidência também com as 24 Horas de Le Mans — o GP de Barcelona-Catalunha, deve começar uma hora antes do final das 24 Horas de Le Mans, cuja data tradicional é o segundo fim de semana de junho. Este ano, apesar de haver Grande Prémio no mesmo fim de semana da maior prova de resistência do desporto automóvel, o facto de ser no Canadá significa que a corrida começa quatro horas depois de Le Mans terminar.

A temporada entra assim plenamente na fase europeia com o GP do Mónaco a 7 de junho, que forma par com a corrida em Barcelona a 14. Seguem-se mais dois pares de corridas em fins de semanas consecutivos: Áustria a 28 de junho e Grã-Bretanha a 5 de julho, seguidas da Bélgica a 19 de julho e Hungria a 26 de julho.

Depois da obrigatória pausa de verão em agosto, o calendário retoma nos Países Baixos (que será, até ver, a última corrida em Zandvoort) a 23 de agosto, com o GP de Itália a 6 de setembro e a estreia do GP de Espanha em Madrid a 13 de setembro.

A seguir ao GP do Azerbaijão, a 27 de setembro, a F1 volta a correr na noite de Singapura (11 de outubro), seguindo depois para dois trios de corridas consecutivas para terminar a temporada.

O primeiro trio é o dos Grandes Prémios dos Estados Unidos (Austin, 25 de outubro), Cidade do México (1 de novembro) e Brasil (São Paulo, 8 de novembro). O segundo trio é dos Grandes Prémios de Las Vegas (21 de novembro), Qatar (29 de novembro) e Abu Dhabi (6 de dezembro).

Calendário completo da F1 em 2026

  • Final de janeiro: Testes pré-temporada (Barcelona, três dias)
  • Fevereiro: Testes pré-temporada (Bahrain, duas sessões de três dias entre os dias 10 e 20)
  • 8 de março: Austrália (Melbourne)
  • 15 de março: China (Xangai)
  • 26 de março: Japão (Suzuka)
  • 12 de abril: Bahrain (Sakhir)
  • 19 de abril: Arábia Saudita (Jidá)
  • 3 de maio: Miami
  • 24 de maio: Canadá (Montreal)
  • 7 de junho: Mónaco
  • 14 de junho: Barcelona
  • 28 de junho: Áustria (Spielberg)
  • 5 de julho: Grã-Bretanha (Silverstone)
  • 19 de julho: Bélgica (Spa)
  • 26 de julho: Hungria (Budapeste)
  • 23 de agosto: Países Baixos (Zandvoort)
  • 6 de setembro: Itália (Monza)
  • 13 de setembro: Madrid
  • 27 de setembro: Azerbaijão (Baku)
  • 11 de outubro: Singapura
  • 25 de outubro: Estados Unidos (Austin)
  • 1 de novembro: Cidade do México
  • 8 de novembro: Brasil (Interlagos, São Paulo)
  • 21 de novembro: Las Vegas
  • 29 de novembro: Qatar (Losail)
  • 6 de dezembro: Abu Dhabi (Yas Island)
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