Fórmula 1
Piastri vence F1 na Bélgica e aumenta vantagem sobre Lando Norris
27 jul, 2025 - 16:54 • João Pedro Quesado
Australiano da McLaren roubou liderança ao colega de equipa na primeira oportunidade, e beneficiou de pequenos erros de Norris para se tornar inalcançável — mesmo com desvantagem nos pneus. GP da Hungria é já a seguir, antes da obrigatória pausa de agosto.
Oscar Piastri venceu este domingo o Grande Prémio da Bélgica de F1, superando Lando Norris, o colega da McLaren, em pista e aumentando para 16 pontos a vantagem no campeonato de pilotos. Charles Leclerc, da Ferrari, voltou aos pódios, com um terceiro lugar.
A corrida começou quase 1h30 depois da hora marcada, com a Federação Internacional do Automóvel (FIA) a esperar que o sol aparecesse para evitar os potenciais problemas da chuva — principalmente a falta de visibilidade na zona mais rápida do circuito, logo após a sequência das curvas Eau Rouge e Raidillon, que facilmente se torna perigosa na Fórmula 1 (e não só).
Durante as voltas de formação antes da partida, em que os pilotos foram percebendo as condições enquanto circulavam atrás do Safety Car, Lando Norris — que era o primeiro na estrada, tendo sido mais rápido na qualificação — foi-se mostrando o menos seguro sobre as condições de pista (que não secava de forma uniforme), preferindo adiar o momento da bandeira verde.
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Mas esse momento chegou depois de cinco voltas, e Piastri, em segundo lugar, não falhou a oportunidade. Norris quebrou tração a sair da primeira curva, tornando-se vulnerável, e o jovem australiano aproveitou para roubar a liderança da corrida no final da reta após Eau Rouge e Raidillon.
Esse assalto colocou Piastri em vantagem para a troca de pneus intermédios para lisos — que já parecia próxima quando a corrida começou, tal foi a precaução exercida por Rui Marques na direção de corrida. A troca foi precipitada por Lewis Hamilton (mais detalhes abaixo) e, com os dois McLaren demasiado próximos em pista para trocarem de pneus na mesma volta, Piastri foi o beneficiado, forçando Norris a ficar mais uma volta em pista com os pneus errados.
Durante essa volta, Lando Norris perdeu cerca de cinco segundos para Piastri, aos quais se somaram cerca de dois segundos perdidos durante a troca de pneus, com um pneu dianteiro que demorou a encaixar.
Contudo, tendo pouco a perder, Norris aceitou a sugestão da equipa de montar pneus duros (por oposição aos médios montados por Piastri e todos os outros carros), colocando-se assim em vantagem estratégica — os pneus duros, mais duráveis, estavam mais perto de assegurar que não era preciso ir novamente às boxes sem intervenção da chuva.
Coube a Oscar Piastri gerir o ritmo, o que fez com sucesso, mantendo o colega de equipa constantemente cerca de oito segundos atrás. Assim que começava a procurar aproximar-se, Lando Norris cometeu alguns pequenos erros, que lhe custaram pelo menos três segundos — um resultou numa breve passagem pela escapatória na rápida curva de Pouhon (com velocidade de entrada de cerca de 300 km/h), e uma travagem queimada na primeira curva, repetindo nas voltas finais um erro anterior, assegurou que era impossível disputar a vitória.
Atrás, Charles Leclerc geriu a diferença para Max Verstappen ao longo de toda a corrida. Com uma asa traseira com menos carga aerodinâmica, o Ferrari tornou-se difícil de apanhar nas retas — tal como Verstappen na corrida sprint de sábado — e, depois de sobreviver ao desgaste acelerado dos pneus intermédios na primeira fase da corrida, bastou gerir a borracha da Pirelli até ao fim.
George Russell, da Mercedes, terminou no quinto lugar, na frente de Alexander Albon — o tailandês provou que as atualizações mais recentes da Williams devolveram alguma velocidade ao carro.
Em 7.º lugar terminou um dos pilotos mais destacados da prova, Lewis Hamilton. Depois de uma qualificação complicada no sábado, o britânico e a Ferrari optaram por arrancar das boxes para mudar a afinação e mudar todos os componentes do motor híbrido, ultrapassando os limites regulamentares — como já iam sair da traseira do pelotão, o custo das habituais penalizações por essa infração tornou-se nulo.
Mas a corrida de Hamilton fez-se quando foi o primeiro a trocar de pneus, já depois de subir à 13.ª posição — três lugares acima de onde partiu. A aposta na volta 12 foi certeira: no final da volta em que foi às boxes, tinha conquistado cinco segundos à liderança da corrida e, três voltas depois, quando já todos tinham trocado para pneus médios, estava em sétimo.
A progressão do Ferrari terminou por aí, com a asa com maior carga aerodinâmica a ter menos benefícios em piso seco, dificultando a abordagem ao Williams de Albon.
Liam Lawson (Racing Bulls), Gabriel Bortoleto (Sauber) e Pierre Gasly (Alpine) fecharam os lugares pontuáveis. Apenas a Haas e a Aston Martin não conseguiram pontuar com nenhum carro no GP da Bélgica.
Classificação provisória do GP da Bélgica
- Oscar Piastri (McLaren)
- Lando Norris (McLaren), +3.415s
- Charles Leclerc (Ferrari), +20.185s
- Max Verstappen (Red Bull), +21.731s
- George Russell (Mercedes), +34.863s
- Alex Albon (Williams), +39.926s
- Lewis Hamilton (Ferrari), +40.679s
- Liam Lawson (Racing Bulls), +52.033s
- Gabriel Bortoleto (Sauber), +56.434s
- Pierre Gasly (Alpine), +1m12.714s
- Oliver Bearman (Haas), +1m13.145s
- Nico Hulkenberg (Sauber), +1m13.628s
- Yuki Tsunoda (Red Bull), +1m15.395s
- Lance Stroll (Aston Martin), +1m19.831s
- Esteban Ocon (Haas), +1m26.063s
- Kimi Antonelli (Mercedes), +1m26.721s
- Fernando Alonso (Aston Martin), +1m27.924s
- Carlos Sainz (Williams), +1m32.024s
- Franco Colapinto (Alpine), +1m35.250s
- Isack Hadjar (Racing Bulls), +1 lap
- Bola Branca 12h44
- 08 jun, 2026









