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Miguel Oliveira abre a porta à saída do MotoGP. "O meu futuro está em aberto, neste ou noutro paddock"

04 set, 2025 - 12:43 • Eduardo Soares da Silva

Piloto português diz era "muito difícil exigir perfeição de uma mota que está longe de ser perfeita" e lamenta que decisão de saída seja "contraditória ao projeto inicial."

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O piloto Miguel Oliveira abre a porta à saída do MotoGP, depois de ter ficado confirmada a saída da equipa Prima Pramac.

O português ficou oficialmente sem equipa para a próxima temporada depois da Prima Pramac, satélite da Yamaha, ter anunciado a saída de Miguel Oliveira, comprometendo-se para a próxima época com o australiano Jack Miller, que já estava na equipa, e o turco Toprak Razgatlioglu, bicampeão mundial de Superbike.

Miguel Oliveira fica, agora, obrigado a encontrar nova equipa para se manter no MotoGP. Já só há uma vaga: a do tailandês Somkiat Chantra, um dos "rookies" da temporada, na LCR, equipa satélite da Honda. Outras categorias de motociclismo são também opção.

Numa primeira reação à Sport TV, o português revela que ainda não tem decisões tomadas sobre o futuro: "O meu futuro está em aberto, neste ou noutro paddock, estou entusiasmado para perceber o que pode ser um bom futuro para mim."

Sobre a sua saída, Oliveira reconhece que "não é uma surpresa total, porque estava pendente este decisão" e lamenta que a lesão sofrida tenha condicionado uma possível renovação.

"Assinei por um ano, mais outro de opção com uma cláusula de performance a meio da temporada. A ideia era ter dois pilotos experientes num primeiro ano de aprendizagem e aceitar os maus resultados. A minha lesão afastou-me bastante tempo e a cláusula ficou muito condicionada e foi anunciado outro piloto para o próximo ano. Tudo isso criou muitas condicionantes que saíram do meu controlo", explica.

O piloto português, que soma apenas seis pontos esta época e ainda não terminou qualquer corrida no "top-10", enquanto que o seu colega de equipa Jack Miller já terminou em quatro ocasiões nos dez melhores.

"Era muito difícil exigir perfeição de uma mota que está longe de ser perfeita. As decisões são tomadas, podemos concordar ou não, há que olhar para o futuro. A decisão é contraditória ao projeto inicial, se é justo ou não, não me cabe fazer esse juízo. Trabalho na minha paixão, mé um privilégio estar no MotoGP, mas é um trabalho e há dias em que o chefe decide coisas sobre nós", termina.

O piloto de Almada está no MotoGP desde 2019, quando subiu à categoria rainha com a KTM. Desde então, só terminou duas vezes o Mundial entre o top-10: em 2020, quando foi nono, e em 2022, décimo.

Esta está a ser mais uma época em que Oliveira batalha contra as lesões e as quedas. Só começou nove das 14 corridas já realizadas no Mundial de MotoGP e desistiu em duas — ou seja, terminou apenas sete.

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