Fórmula 1
F1 mexe e remexe nas regras para atacar problemas de energia elétrica nos carros de 2026
20 abr, 2026 - 20:00 • João Pedro Quesado
Com uma redução na energia máxima e aumento da potência de recarga, as equipas e a federação esperam resolver a aparência domável dos carros de 2026. Outras alterações são para evitar uma repetição do acidente visto no Japão, produto do algoritmo criado pelas novas regras.
A Fórmula 1 e as equipas aprovaram unanimemente, esta segunda-feira, mudanças nas regras técnicas do Mundial em 2026, procurando resolver os problemas apontados à competição nas primeiras três corridas da temporada.
As principais alterações da F1 são aos níveis de energia elétrica permitida em vários momentos. A energia máxima a recarregar em qualificação foi reduzida de 8MJ (megajoules) para 7MJ por volta — ao reduzir a energia passível de ser recuperada pelos carros, a expectativa é que uma maior parte da volta seja passada sem táticas para recarregar a bateria, aproximando os carros do limite de performance.
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Com a mesma intenção, foi aprovado o aumento da potência máxima de recarga do motor de 250kW (quilowatts) para 350kW — quase 476 cavalos —, procurando reduzir o tempo passado pelos pilotos em recarga através de táticas como levantar o pé do acelerador antes da zona de travagem ("lift and coast"). Esta mudança aplica-se tanto à qualificação como à corrida.
Outro retoque é à potência máxima do modo de "boost", que os pilotos utilizam quando estão a menos de um segundo do carro à frente.
A potência máxima disponível neste modo vai ficar limitada a 150kW — 203 cavalos — acima da potência máxima do carro em modo normal. O objetivo é reduzir as diferenças de velocidade entre carros em zonas inesperadas. É uma resposta ao forte acidente de Oliver Bearman no GP do Japão.
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Ainda no capítulo das preocupações de segurança, equipas, F1 e Federação Internacional do Automóvel (FIA) decidiram ajustar os limites de potência nas corridas à chuva, para tornar os carros mais controláveis em aceleração.
Há mais mudanças nesse sentido. Um novo sistema para ajudar os carros mais lentos a arrancar melhor, e reduzir o nível de risco nos arranques das corridas, vai ser testado no GP de Miami, no primeiro fim de semana de maio. Haverá ainda um novo sistema de alerta visual, ativando luzes intermitentes nos carros afetados pelo mau arranque.
As mudanças na íntegra
"Qualificação - promovendo o desempenho
- Os ajustes nos parâmetros de gestão de energia, incluindo uma redução da recarga máxima permitida de 8MJ para 7MJ, visam reduzir o consumo excessivo de energia e incentivar uma condução mais consistente a alta velocidade. Esta alteração tem como objetivo reduzir a duração máxima do "super-corte" de energia para aproximadamente 2 a 4 segundos por volta.
- A potência máxima do "super-corte" de energia foi aumentada para 350kW, anteriormente de 250kW, reduzindo ainda mais o tempo gasto em recarga e a carga de trabalho do piloto na gestão de energia. Isto também será aplicado em condições de corrida.
- O número de eventos em que podem ser aplicados limites alternativos de energia mais baixos foi aumentado de 8 para 12 corridas, permitindo uma maior adaptação às características do circuito.
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Corrida - segurança melhorada e consistência de desempenho
- A potência máxima disponível através do 'Boost' em condições de corrida está agora limitada a +150 kW (ou ao nível de potência atual do automóvel no momento da ativação, se superior), limitando as diferenças repentinas de desempenho.
- A potência de ativação do MGU-K é mantida nos 350 kW nas principais zonas de aceleração (desde a saída da curva até ao ponto de travagem, incluindo as zonas de ultrapassagem), mas será limitada a 250 kW noutras partes da volta.
- Estas medidas visam reduzir as velocidades de aproximação excessivas, mantendo as oportunidades de ultrapassagem e as características gerais de desempenho.
Arranques de corrida - mecanismos de segurança melhorados
- Foi desenvolvido um novo sistema de "deteção de baixa potência no arranque", capaz de identificar carros com aceleração anormalmente baixa logo após largar a embraiagem.
- Nestes casos, o MGU-K será ativado automaticamente para garantir um nível mínimo de aceleração e mitigar os riscos relacionados com o arranque, sem introduzir qualquer vantagem desportiva.
- Está a ser implementado um sistema de alerta visual associado, ativando luzes intermitentes (traseiras e laterais) nos carros afetados para alertar os pilotos que vêm atrás.
- Uma reinicialização do contador de energia no início da volta de formação da grelha de partida foi também implementada, para corrigir uma inconsistência do sistema previamente identificada.
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Condições de piso molhado – melhoria da segurança e da visibilidade
- As temperaturas da camada intermédia dos pneus foram aumentadas com base no feedback dos pilotos, de forma a melhorar a aderência inicial e o desempenho dos pneus em piso molhado.
- O acionamento máximo do ERS será reduzido, limitando o binário e melhorando o controlo do automóvel em condições de baixa aderência.
- O sistema de iluminação traseira foi simplificado, com indicadores visuais mais claros e consistentes para melhorar a visibilidade e o tempo de reação dos condutores que vêm atrás em condições adversas".
- Bola Branca 18h15
- 16 jun, 2026











