Euro 2024
Jogo aéreo salva a liderança da ‘mannschaft', Hungria marca no fim e ainda acredita: foi assim o dia 10 do Euro
24 jun, 2024 - 09:05 • Francisco Sousa
O avançado clássico voltou a resolver para a Alemanha no dia em que Csoboth ensinou os húngaros a sonhar.
Füllkrug acaba com fantasmas dos ataques frenéticos suíços
A dada altura da segunda parte, até chegou a parecer que a Alemanha não estava demasiado preocupada com a situação de desvantagem no marcador. Não se conseguiu perceber se era por uma confiança exagerada em como as coisas se acabariam por resolver ou se não fazia assim tanta diferença à ‘mannschaft’ ficar em primeiro ou em segundo.
Em termos táticos, neste jogo, destaque para a nuance de um trio com referência móvel no centro do ataque suíço (Embolo), o que levou a que em vários momentos Andrich surgisse junto dos dois centrais alemães em organização defensiva. No momento de ataque, Toni Kroos voltava a inclinar com frequência na meia-esquerda para trabalhar a saída e ter uma panorâmica de maior categoria para lançar ataques.
Só que as situações de perigo foram escasseando, apesar da capacidade para construir de forma criteriosa na primeira e segunda fase, e a ameaça helvética no contra-ataque surtiu efeito. O 1-0 nasceu de um movimento interior de Rieder, com Ndoye (o mais perigoso da Suíça) a trabalhar a jogada com Freuler na meia-esquerda e a receber o passe decisivo na área contrária, finalizando com notória classe. Não foi a única ocasião do atacante do Bolonha no primeiro tempo, tendo sido um dos jogadores mais capazes de explorar debilidades na transição defensiva germânica.
Euro 2024
Alemanha e Suíça empatam, duas equipas seguem em frente
Füllkrug voltou a marcar vindo do banco.
Na segunda parte, manteve-se a tendência da equipa de Murat Yakin buscar situações de vantagem para Embolo e Ndoye, atacando bastante bem de forma vertical, enquanto do lado alemão, Wirtz e Musiala mexiam positivamente com o jogo (na criação e tentativa de remate), embora com poucas ocasiões concretas para igualar o resultado.
Na defesa da área, foi-se impondo Akanji, um dos centrais em maior evidência nesta fase de grupos, quer pelas qualidades na saída de bola, quer pelas intervenções decisivas a fechar. A Suíça teve mais ameaças em velocidade, conquistando segundas bolas, ativando desmarcações no espaço e vendo um golo anulado a Vargas e ainda uma ocasião evidente de Xhaka negada por Neuer com brilhantismo.
A Alemanha encontrou o caminho para o primeiro lugar na cabeça de Füllkrug (13 golos em 19 internacionalizações, com média de um golo a cada 58 minutos), depois de um ataque trabalhado a partir da direita com Sané, Kroos e Gündoğan a tocarem a bola e Raum a lançar um cruzamento aberto de alto nível. Assim se evitou um potencial confronto com a Itália já nos oitavos de final…
A vitória era ‘obrigatória’ e só a Hungria entendeu a mensagem
O Escócia-Hungria colocou frente a frente dois dispositivos táticos semelhantes (3-4-2-1) e muitas cautelas durante grande parte do desafio. A equipa de Steve Clarke teve mais bola e procurou outra vez o ‘guia espiritual do passe’ Gilmour para acrescentar soluções na fase inicial da construção, embora sem grande efeito prático no desenvolvimento de ataques verdadeiramente perigosos. McGinn também participava a partir da meia-direita, mas ia faltando mais complemento de um amarrado McTominay, de McGregor e também da referência ofensiva Che Adams.
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Por sua vez, os húngaros criaram as duas únicas situações do primeiro tempo (remate de fora da área e cabeceamento perigoso de Orbán, após bola parada), mas só a partir da meia-hora se esticaram mais em campo, buscando o lado esquerdo, com subidas de um algo impreciso Kerkez e estimulando o produtivo duo Sallai-Szoboszlai. Estes dois acabaram por ser importantes no verdadeiro período de crescimento da formação magiar, já na etapa complementar.
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O jogo quebrou, após o livre que resultou numa queda arrepiante (e consequente saída de maca para o hospital) de Barnabás Varga, mas, restaurado o estado de ânimo entre os jogadores, houve maior propensão ao risco dos escoceses e uma Hungria pronta a ferir em ataques mais acelerados. Marco Rossi lançou o gigante Martin Ádám e o espevitado Csoboth, que começou e fechou a jogada do golo da vitória, após assistência de Sallai, numa transição que se seguiu a uma sequência de bolas paradas para a Escócia. O jovem formado no Benfica já tinha atirado uma bola ao poste e acabou a ser a principal razão da esperança húngara no apuramento.
Csoboth 💎
Rompendo entre a direita e a zona central, foi a chave para abrir o baú da vitória húngara. Não tem muitos minutos e rotinas de seleção, mas já justificou a chamada ao Euro 2024 só por este golo, pleno de oportunismo. Mora no histórico (caído em desgraça) Újpest, depois de cinco anos no Seixal, onde chegou ao Benfica B.
Escócia 🌧️
Confrangedora a falta de ambição dos escoceses, que arriscaram mais na parte final do desafio, mas depois de um largo período de posse estéril, com zero objetividade – aliás, os 45 minutos iniciais fecharam sem qualquer disparo. Clarke não acertou o posicionamento inicial de McTominay e suplentes como Shankland, Armstrong ou Christie não mostraram capacidade para fazer a diferença.
- Bola Branca 12h44
- 09 jun, 2026











