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Indiciado homem no Reino Unido por ação negligente na morte de Emiliano Sala

15 out, 2020 - 19:58 • Redação com Lusa

David Henderson foi indiciado por "infrações" ligadas à queda do avião que transportava o jogador argentino de Nantes para Cardiff, em janeiro de 2019.

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A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA) anunciou, esta quinta-feira, que indiciou um homem por violações das leis de navegação aérea, na sequência da investigação sobre o acidente que causou a morte do futebolista Emiliano Sala, em janeiro de 2019.

"A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido entrou com uma ação legal contra David Henderson por infrações ligadas ao acidente fatal de uma aeronave leve no Canal da Mancha, em janeiro de 2019", revelou o diretor da CAA, Richard Stephenson.

David Henderson, de 66 anos, desempenhou o papel de intermediário para organizar o voo e poderá de ter agido de forma "negligente". Deve comparecer no tribunal em Cardiff, no País de Gales, a 26 de outubro, após uma audiência anterior no tribunal britânico, no final de setembro.

Emiliano Sala morreu a 21 de janeiro de 2019, aos 28 anos, quando o avião que o transportava de Nantes para Cardiff, no País de Gales, pilotado pelo britânico David Ibbotson, caiu no Canal da Mancha.

O avançado argentino tinha acabado de concretizar a transferência do Nantes para o Cardiff City, por 17 milhões de euros. Tinha ido a França para se despedir dos companheiros de equipa.

O corpo de Emiliano Sala foi encontrado nos destroços do avião, mais de duas semanas após o acidente, a uma profundidade de 67 metros. Porém, o corpo do piloto, de 59 anos, nunca apareceu.

No relatório final publicado em março último, a Air Accidents Investigation Branch (AAIB) indicou que Ibbotson perdeu o controlo do avião durante uma manobra realizada a alta velocidade para, "provavelmente", evitar o mau tempo.

Entretanto, Nantes e Cardiff têm esgrimido argumentos na FIFA. O clube francês considera que a transferência de Sala tinha sido concretizada e pretende receber o valor correspondente, ao passo que os galeses alegam que a morte do jogador anula a operação.

A FIFA decretou que o Cardiff deverá pagar ao Nantes seis milhões de euros, relativos à primeira tranche do valor da transferência. Se os galeses não pagarem, poderão ser proibidos de contratar jogadores durante ano e meio.

O Cardiff não ficou agradado com a decisão da FIFA e recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto, para não ter de pagar nada.

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