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Julgamento da morte de Maradona é anulado e terá de começar do zero

29 mai, 2025 - 19:13 • Lusa

Uma das três juízas do coletivo participou num documentário sobre o caso, colocando em causa a sua imparcialidade nas funções.

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O julgamento de sete profissionais de saúde por eventual negligência que levou à morte de Diego Maradona foi anulado e terá de ser retomado com um novo coletivo de juízes, anunciou o tribunal de San Isidro.

Em 20 de maio, o Ministério Público argentino pediu a suspensão do julgamento, por 10 dias, para se apurar a viabilidade de Julieta Makintach, uma das três juízas do coletivo, acusada de parcialidade no processo, após dois meses e meio de audiências.

O juiz Maximiliano Savarino argumentou que tanto ele como a juíza Verónica Di Tomasso cumpriram com suas funções, mas as ações de Makintach violaram o direito das partes de serem ouvidas por um tribunal imparcial, "causando danos tanto à parte acusadora quanto à defesa".

Desta forma, declarou o julgamento "nulo" e considerou que este deveria ser retomado "com outro tribunal" e, portanto, com outro coletivo de juízes, mas sem mencionar um prazo.

A juíza foi formalmente afastada após a apresentação de diversas provas da sua participação num documentário sobre o julgamento, incluindo o roteiro e o 'trailer' da minissérie.

O excerto apresentava imagens do ex-futebolista Diego Armando Maradona misturadas com planos da juíza Makintach desfilando pelo tribunal com música eletrónica de fundo, enquanto o roteiro incluía cenas da juíza em casa vestindo-se e maquilhando-se para o tribunal.

Sete profissionais de saúde são acusados de homicídio simples com dolo na morte de Maradona, crime com pena entre de oito até 25 anos de prisão.

O julgamento começou em 11 de março e deveria durar até julho, tendo quase 120 testemunhas esperadas nas audiências, sendo que os réus negam responsabilidades pela morte do campeão mundial de seleções pela Argentina em 1986.

Antigo avançado de Boca Juniors, FC Barcelona ou Nápoles, entre outros clubes, Diego Maradona morreu aos 60 anos, em novembro de 2020, vítima de uma crise cardiorrespiratória, numa cama médica numa residência privada em Tigre, a norte de Buenos Aires, onde recuperava de uma neurocirurgia a um hematoma na cabeça.

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