Futebol Internacional
"Podia ter sido melhor na frente, mas temos que ter em conta a força do Equador": Ancelotti e a estreia pelo Brasil
06 jun, 2025 - 11:00 • Hugo Tavares da Silva
Brasil empatou a zero em Guayaquil e fez apenas dois remates à baliza. Estêvão, o mago de 18 anos do Palmeiras, foi titular pela primeira vez.
As coisas não começaram bem como Carlo Ancelotti tinha planeado com a sua sobrancelha que quase muda mundos e separa águas. O Brasil empatou com o Equador, a zero, na 14.ª jornada das eliminatórias para o Mundial.
Carletto não ficou desgostoso com a estreia pela seleção brasileira, em Guayaquil. “Foi uma partida muito boa a nível defensivo, vi a equipa melhor com a bola, com um jogo um pouco mais fluído. No final, foi um bom empate e saímos satisfeitos, com confiança para o próximo jogo.”
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O primeiro 11 do italiano, o primeiro selecionador estrangeiro da gloriosa história do futebol brasileiro, prometia magia e ginga mas não foi além de dois remates à baliza. Os eleitos para o debute foram Alisson Becker, Vanderson, Alexsandro, Marquinhos, Alex Sandro, Casemiro, Gerson, Bruno Guimarães, Vinícius Júnior, Estêvão e Richarlison. Uma nota de destaque para Estevão, o menino de 18 anos do Palmeiras, que tem já o destino traçado, tal como Quenda, para o Chelsea. O canhoto foi titular pela primeira vez.
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“Creio que as condições foram complicadas para fazer um jogo combinado”, confessou Ancelotti. “Creio que tivemos boas oportunidades com Vini e Casemiro na segunda parte. Sim, poderia ter sido melhor na frente, mas temos que também levar em conta a força do rival. O Equador jogou uma boa partida, assim como nós.” Quase apetece lembrar as declarações de Romário, nas últimas horas, quando desabafou que teme o cenário em que o Brasil deixa de ser temido...
O Brasil posiciona-se no quarto lugar do apuramento para o próximo Campeonato do Mundo. Tem apenas 22 pontos em 15 jogos, resultado de cinco derrotas e quatro empates, o que denuncia a crise de resultados, identidade e talento da porventura mais especial seleção da história, assim como o desnorte no lado diretivo, pois já tiveram no banco Fernando Diniz, Dorival e agora Carlo Ancelotti.
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O último lugar com apuramento direto para a Copa é o sexto lugar, que tem por lá a Colômbia com 20 pontos, ou seja, mais dois do que o Brasil. A Venezuela, com menos um jogo, está no sétimo lugar, o que permite um playoff sonhador, com 15 pontos. Para contextualizar as palavras respeitosas de Ancelotti em relação ao Equador, convém lembrar que essa seleção está na segunda posição da classificação, apenas atrás da Argentina.
Os jornalistas brasileiros insistiram: afinal, o que falta? “Como eu disse, faltou um pouco de ataque. O Equador defendeu bem, não foi tão simples achar espaço entrelinhas, dificuldade na saída, nem sempre tivemos a bola limpa no último terço. Não quero colocar desculpas, mas o campo não foi tão simples de se jogar nestas condições.”
O treinador italiano, com tantas ligas e Champions na bagagem, confessou ainda que foi um dia especial, este à frente de uma seleção, ainda por cima gigante. “Foi a minha primeira partida comandando uma seleção, o meu coração sentiu algo especial. Estive no banco em mais de 1800 partidas e esta foi especial. Creio que posso fazer uma avaliação desse primeiro período, fiquei feliz com a receção. Sinto-me encantado em trabalhar com a CBF e, para mim, é um presente estar aqui.”
- Bola Branca 18h15
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