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“É impossível não estar preocupado”. Treinadores portugueses apreensivos com despromoção do Lyon

25 jun, 2025 - 18:15 • João Filipe Cruz

António Ferreira, treinador de guarda-redes da equipa técnica liderada por Paulo Fonseca, dá nota de “sinais positivos” por parte da direção do clube, depois da descida à Ligue 2 por uma dívida de 500 milhões de euros.

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A despromoção do Lyon à segunda divisão francesa coloca a equipa técnica portuguesa, liderada por Paulo Fonseca, numa situação de preocupação e incerteza.

“[Estou] preocupado. É impossível não estar. Neste momento, o Lyon está na segunda liga”, admite António Ferreira, treinador de guarda-redes do clube detido por John Textor, também dono do Botafogo.

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Em entrevista a Bola Branca, o técnico diz que a direção do Lyon tem tentado tranquilizar a equipa técnica, mas admite também que os treinadores portugueses já sabiam das dificuldades financeiras do clube quando foram contratados, em fevereiro.

“O clube pode recorrer e as pessoas dizem-nos que tudo irá resolver-se, mas nós sabíamos, quando fomos para lá, que o clube tinha uns problemas financeiros”, recorda António Ferreira.

O clube já tinha avisado em novembro que teria de regularizar as finanças, que não estariam em linha com as regras estipuladas para os emblemas da primeira divisão francesa. A decisão da despromoção administrativa chegou em junho.

Numa situação de completa incerteza, a equipa técnica portuguesa apenas pode “confiar em quem trata dessa parte”, com ou sem sinais de confiança por parte dos proprietários.

“Vale o que vale. Não sei se eles estavam à espera de que isto pudesse acontecer ou não. O que o clube nos transmite é que é que as coisas se resolvem de uma forma favorável. Entretanto o clube até já vendeu o Rayan Cherki ao Manchester City, devido a essa necessidade de fazer dinheiro”

Com a venda do médio francês, o Lyon encaixou cerca de 35 milhões de euros, muito aquém da divida de 500 milhões de euros que esteve na origem da decisão da Direção Nacional de Controlo de Gestão francesa.

“Foco-me naquilo que eu consigo controlar. Quanto ao resto, tenho de confiar nas pessoas que trabalham nos diferentes departamentos”, conclui António Ferreira, nestas declarações à Renascença.

Em comunicado, o Lyon já anunciou que vai recorrer de uma decisão que considera “incompreensível”, acrescentando que dispõe de recursos “mais do que suficientes para a época 2025/26”.

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