19 nov, 2025 - 18:15 • Rui Viegas
Diogo Salomão, que jogou ao serviço do Al-Hazem, na temporada 2018/19, considera que a política passa ao lado dos jogadores que vivem na Arábia Saudita.
Bola Branca tentou entender junto dos jogadores que passaram pelo futebol saudita se estão por dentro das criticas ao regime do Rei Salman bin Abdulaziz Al Saud.
No dia seguinte à visita de Cristiano Ronaldo à Casa Branca, na companhia e como parte integrante da comitiva do Principe Herdeiro da Arábia Saudita, Diogo Salomão faz por passar ao lado das "questões políticas". Como defende que fazem também a maior parte dos jogadores que passam ou passaram pelos relvados sauditas.
"A cultura e a forma como se leva a vida lá, é diferente do que estamos habituados. Nós, os estrangeiros, vivíamos num hotel. Íamos aos mesmo locais, aos mesmos restaurantes. Tudo o que envolve politica não dizia respeito aos jogadores, apenas me focava naquilo que era o meu trabalho", refere Salomão, em entrevista a Bola Branca.
Por isso, quando questionado sobre este "papel" desempenhado por Ronaldo, Diogo Salomão prefere sublinhar que, mais do que tudo, a presença de 'CR7' em Washington é reveladora do atual poder do capitão da seleção e do Al Nassr.
"Só demonstra a grandeza de Ronaldo enquanto jogador, marca e figura pública. E ter um convite deste género, foi o nono português a visitar a Casa Branca, diz muito sobre o que ele já conquistou e sobre aquilo que é o poder que ele tem. Até politico", finaliza o ex-atacante.