Futebol Internacional
Era uma vez o admirável Flamengo de Filipe Luís (e José Boto), o campeão em título de 5 torneios
04 dez, 2025 - 08:15 • Hugo Tavares da Silva
E vem aí a Intercontinental, no Qatar, o que vai levar os cariocas a jogarem a derradeira jornada do Brasileirão com os sub-20. Recordamos as palavras na Conferência Bola Branca de José Boto, que defende agora um cenário ideal para Filipe Luís.
Quando Filipe Luís chegou ao banco do Flamengo, em outubro de 2024, sabia-se pouca coisa do treinador que ali chegava, apesar da curta experiência nas equipas de formação do clube. Tinha sido um belo jogador, com muitos títulos e 44 jogos pela seleção brasileira. Foi treinado por José Mourinho no Chelsea, Diego Simeone no Atlético Madrid e Jorge Jesus no Flamengo. Foram quase 800 jogos e milhares de treinos a absorver informação.
Agora, como treinador do gigante do Rio de Janeiro e depois da vitória contra o Ceará que fechou o campeonato favoravelmente, o antigo lateral conseguiu a proeza de ser o campeão em título de cinco torneios em simultâneo: Brasileirão, Libertadores, Supercopa do Brasil, Carioca e Copa do Brasil. O último troféu foi conquistado em 2024.
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Resumindo, contas feitas pelo “Globo Esporte”, Filipe Luís tem 55 vitórias, 20 empates e 10 derrotas em 85 jogos, em pouco mais de um ano.
Os cinco títulos podem receber mais uma taça na vizinhança, já que o Flamengo vai jogar a Intercontinental nos próximos dias, graças à conquista da Libertadores, no dia 29, contra o Palmeiras de Abel Ferreira, que assim adiou o tri.
Danilo, ex-FC Porto, foi o herói de um jogo que permitiu ao Flamengo tornar-se no primeiro clube brasileiro com quatro triunfos naquela competição. Na história, apenas Zico (1981) e Gabriel Jesus (2019 e 2022) haviam marcado golos nas finais de Libertadores, por isso Danilo já ganhou o seu lugar na parede no centro de treinos.
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O 'mengão' vai jogar a derradeira jornada contra o Mirassol com uma equipa secundária, já que os rapazes de Filipe Luís vão voar para o Qatar no sábado, onde vão defrontar os mexicanos do Cruz Azul e, se tudo correr bem, o Pyramids, campeão africano. Na final, dia 17 de dezembro, já está o PSG de Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos, os campeões europeus.
José Boto é o diretor geral do futebol e na Conferência Bola Branca, em maio, já garantira ao que iam os cariocas: “Um clube como o Flamengo pensa em entrar em tudo para ganhar. São 40 milhões de adeptos. Não podemos pensar a longo prazo, mas temos uma ideia de como queremos jogar e não vamos mudá-la à mínima contrariedade. Temos de ganhar ou ter obrigação de ganhar”. Dito e feito, um feito que contou com o contributo de futebolistas admiráveis e de um nível muito alto, como Arrascaeta, Pedro, Saúl Ñíguez, Jorginho e Alex Sandro.
A renovação de Filipe Luís está na calha. “Eu e o Filipe entramos às 8h da manhã e saímos às 8h da noite”, revelou Boto na ressaca do título nacional. “Isso, durante o ano, dá muitas horas de conversa. Muito trabalho, mas muitas horas de conversa. O Filipe está muito preparado, preparado para voos na Europa, mas penso que mais um ano aqui vai fazer-lhe bem.”
Sobre a renovação, a certeza: “Pode sair a qualquer momento. Nós falamos quase todos os dias sobre isso. Não queríamos que esse tipo de conversas interferisse nesta fase final, que era muito importante. Mas agora tenho certeza que se vai resolver”.
Voltando à conferência de desporto desta rádio, Boto explicou a ideia da relação com o técnico. “É fundamental ter boa ligação com o treinador, tem de haver boa sintonia. Não concebo a minha função sem que o treinador esteja alinhado com as minhas ideias, o presidente quer criar um ADN no Flamengo. Quando as pessoas pensam de maneira diferente ao mínimo resultado, se passamos de vinho para leite, há alguma coisa que não está bem…”
Apesar de alguns momentos conturbados, como sempre acontece no Brasil (esteja a equipa no céu ou no inferno), o Flamengo nunca foi vinho ou leite. Não se confundiu.
- Bola Branca 18h15
- 15 mai, 2026









