Futebol Internacional
"King Kazu" continua a desafiar o tempo e regressa à J.League aos 58 anos
30 dez, 2025 - 10:20 • Redação
Kazuyoshi Miura recusa parar. Aos 58 anos, o avançado japonês prepara-se para disputar a 41.ª temporada como profissional e regressa à J.League cinco anos depois, num feito que continua a desafiar as regras do futebol moderno.
Kazuyoshi “King Kazu” Miura, o futebolista profissional mais velho do mundo, vai jogar no Fukushima United por empréstimo até junho, regressando às principais divisões do futebol japonês aos 58 anos.
Aos quase 59 anos, idade que completa em fevereiro, Kazuyoshi Miura continua a escrever uma das carreiras mais singulares da história do futebol. O avançado japonês assinou por empréstimo com o Fukushima United, clube da terceira divisão, e volta assim a competir na J.League, que engloba os três principais escalões. Será a sua 41.ª temporada como jogador profissional, um número raríssimo num desporto marcado pela exigência física extrema.
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“A minha paixão pelo futebol não mudou, independentemente da idade que tenha”, afirmou Miura, em declarações divulgadas pelo clube. O jogador garantiu ainda que encara este novo capítulo como um verdadeiro desafio, prometendo dar tudo em campo e “fazer história” com o emblema de Fukushima.
Na última época, Miura representou o Atlético Suzuka, da quarta divisão japonesa, onde participou em sete encontros numa temporada difícil que terminou com a descida do clube às ligas regionais. Apesar de um impacto desportivo limitado, o seu regresso à J.League é visto como um sinal claro de que a longevidade e o simbolismo da sua carreira continuam a pesar na decisão dos clubes.
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A história de Miura ultrapassa largamente o futebol japonês. Profissional desde 1986, estreou-se no Santos, no Brasil, depois de ter deixado o Japão ainda adolescente para seguir o sonho de ser jogador. Ao longo das décadas, passou por clubes no Brasil, Itália, Croácia, Austrália e também por Portugal, onde representou a UD Oliveirense por empréstimo do Yokohama FC nas temporadas 2022/23 e 2023/24, onde apenas participou em oito jogos, já numa fase avançada da carreira, numa experiência que reforçou o seu estatuto de figura internacional do futebol asiático.
Pela seleção japonesa, Miura marcou 55 golos em 89 jogos e foi uma das figuras centrais da afirmação do Japão no panorama asiático, destacando-se na conquista da Taça Asiática de 1992, ano em que foi eleito Jogador Asiático do Ano. Paradoxalmente, a sua carreira internacional ficou também marcada pela exclusão do plantel que disputou o Mundial de 1998, a primeira participação do Japão numa fase final.
Atualmente, os clubes que continuam a apostar em Miura fazem-no menos pelos golos e mais pelo impacto global que o jogador transporta. A sua presença representa liderança no balneário, exemplo de profissionalismo para os mais jovens e uma enorme projeção mediática, fatores frequentemente apontados pelos meios de comunicação como o "Straits Times" e o "Sportbible". O próprio avançado mantém uma rotina rigorosa de treino, controlo físico e alimentação, assegurando que só deixará os relvados quando o corpo já não responder.
O Fukushima United, que terminou a última temporada no 10.º lugar da J3 League, aposta agora nessa experiência e no simbolismo de “King Kazu” para reforçar um projeto que procura crescer desportiva e institucionalmente. Num futebol cada vez mais acelerado, Kazuyoshi Miura continua a ser a prova viva de que a longevidade, quando sustentada pela paixão, ainda pode ter lugar ao mais alto nível.
- Bola Branca 18h15
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