06 jan, 2026 - 10:30 • Redação
O Manchester United terá de desembolsar uma verba na ordem dos 11,5 milhões de euros para rescindir com Ruben Amorim e a sua equipa técnica, valores que incluem salários e cláusulas contratuais, uma vez que o treinador português ainda tinha contrato até junho de 2027, partindo do princípio que não haverá acordo.
De acordo com a talkSPORT, uma rádio britânica, o treinador terá auferido desde que deixou Alvalade cerca de 9 milhões de euros em vencimentos no gigante inglês, que pagou cerca de 11 milhões de euros ao Sporting para garantir a mudança imediata para o Old Trafford. Contas feitas, com salários recebidos e por receber e mais o pagamento da transferência, a fatura supera os 30 milhões de euros.
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Apesar de tudo, despedir Amorim deverá ficar mais barato do que outros episódios. Quando os ‘red devils’ pagaram em 2018 para afastar Mourinho, a operação ultrapassou os 22,5 milhões de euros. A fatura do agora treinador do Benfica continua a ser uma das mais dispendiosas da história do clube.
Futebol Internacional
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Desde a saída de Alex Ferguson, em 2013, o Manchester United já gastou mais de 90 milhões de euros apenas em indemnizações a treinadores despedidos, dado que nenhum cumpriu o contrato até ao fim. Mourinho, Van Gaal, Ole Gunnar Solskjaer e Erik ten Hag estão entre os técnicos cuja saída teve impacto direto nas contas do clube.
Contratado como um projeto de médio prazo, Ruben Amorim acabou por não resistir à pressão dos resultados e ao contexto de exigência imediata. A eliminação precoce em competições domésticas e a irregularidade na Premier League terão pesado na decisão, mas o custo da rescisão acrescenta um novo capítulo ao debate sobre a gestão do clube.
Amorim não é caso único num Manchester United que continua à procura de estabilidade desportiva sem conseguir travar a escalada financeira associada às constantes mudanças no banco.