12 jan, 2026 - 20:01 • Eduardo Soares da Silva
Alain Orsoni, antigo presidente do Ajaccio e também ex-líder do movimento nacionalista da Córsega, foi morto a tiro, esta segunda-feira, durante o funeral da mãe. A informação foi confirmada pela agência France Presse.
O ex-político e dirigente desportivo tinha 71 anos de idade quando foi baleado por um único tiro de "sniper", à distância. O óbito foi decretado no local, na aldeia de Vero, e o atirador está a monte.
Orsoni foi uma figura política conhecida por liderar vários movimentos de independência da Córsega na década de 90. Viu o seu irmão ser assassinado em 1983 por motivos políticos. Devido a suspeitas de corrupção, Orsoni viveu vários anos em exílio nos Estados Unidos da América, Nicarágua e Espanha.
Entrou no mundo do futebol quando voltou à Córsega, em 2008, e assumiu a presidência do Ajaccio.
Por essa altura, foi detido no âmbito de uma investigação sobre o crime organizado na ilha e vítima de uma primeira tentativa de assassinato enquanto conduzia o seu carro.
Com alguns períodos de ausência, Orsoni liderou o Ajaccio até ao verão passado, quando se demitiu do cargo, deixando o emblema numa crise profunda, com mais de 10 milhões de euros de dívida que valeram a despromoção administrativa aos escalões distritais.