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Futebol Internacional

Foi, claro, uma estreia mui 'endrickiana' de Endrick no Lyon de Paulo Fonseca

12 jan, 2026 - 11:55 • Hugo Tavares da Silva

Esnobado no Real Madrid por Ancelotti e Xabi Alonso, o prodígio que se estreou com 16 anos no futebol profissional seguiu para o Lyon. Só precisou de 42 minutos para ser decisivo.

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Endrick Felipe Moreira de Sousa. Dizendo alto e com aquele jeitinho brasileiro, soa a lenda equipada de amarelo e azul num Campeonato do Mundo qualquer em tempos idos. Talvez ao lado de Garrincha, quem sabe perto de Sócrates Brasileiro.

A trajetória do menino-prodígio cola-se à dessas pérolas que viraram fenómenos. Estreou-se com 16 anos no Palmeiras, fez golos importantíssimos para a equipa de Abel Ferreira e foi vendido por uma exorbitância para o Real Madrid.

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Na capital espanhola não teve o espaço que muitos achavam que teria. Carlo Ancelotti meteu-o em campo em 845 minutos e ele apenas meteu sete golos (apenas?), para além dos detalhes técnicos e das coisas da juventude que não permitem acertos eternos. Foi um golo a cada 120 minutos. Não é nada despiciente para um adolescente acabado de aterrar no Santiago Bernabéu.

Xabi Alonso também não contou com ele na primeira parte da época, então seguiu-se a opção de ganhar minutos longe de Madrid e o direito a sonhar com a Copa. Foi o Lyon de Paulo Fonseca que convenceu a jóia do futebol brasileiro, uma delas claro, aquela torneira é inesgotável, e garantiu o empréstimo junto de Florentino Pérez.

A estreia foi mui ‘endrickiana’, digamos assim. Que um menino de 19 anos, esnobado no galáctico e cheio de dúvidas Real Madrid, se enfie na camisola 9 do Lyon e jogue como se não tivesse memória… é algo admirável.

Jogava-se os 1/16 de final da Taça de França, contra o Lille, no Stade Pierre-Mauroy. Afonso Moreira meteu o 1-0 logo no primeiro minuto de jogo. Nathan Ngoy empatou, aos 28’. Nas intermitências do jogo dos outros Endrick jogou o seu jogo. Deixou detalhes de craque, arrancadas que cantavam como o vento, um remate empurrado para um ferro e o golo decisivo, marcado aos 42’.

“Todos os olhos estavam nele. (...) Se o Lyon se classificou neste domingo, é graças, em grande parte, a este jovem brasileiro”, escreveu o “L’Équipe” depois do encontro. “Na sua estreia, o prodígio permitiu ao Lyon ganhar uma vantagem decisiva no jogo com seis remates seus e dribles inspirados.”

Também Paulo Fonseca, treinador português no Lyon desde a época passada, elogiou o menino. “Foi muito positivo. Com o tempo, vai melhorar fisicamente e entender melhor a equipa. Mas é muito positivo para quem não estava a jogar muito. O Endrick é muito explosivo, muito veloz e forte em situações de um contra um.”

Seguem-se agora jogos com Brest, Young Boys e Metz, para Ligue 1 e Liga Europa. As mãos esfregam uma na outra à espera do que pode fazer a canhota de Endrick. É exatamente esse o sentimento que provocam os que estão destinados a fazer coisas belas em cima de um relvado.

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