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​Trump disposto a conceder asilo a equipa feminina do Irão

09 mar, 2026 - 16:46 • Ricardo Vieira, com Reuters

Presidente dos EUA quer evitar “um terrível erro humanitário”. Seleção disputou a Taça Asiática de Futebol Feminino, que decorre na Austrália, e ficou em silêncio durante o hino iraniano, antes do primeiro jogo.

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A Austrália está a cometer “um terrível erro humanitário” ao permitir que a seleção feminina de futebol do Irão seja enviada de volta ao país, disse esta segunda-feira o Presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump apela ao primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, que conceda asilo às jogadoras iranianas.

A campanha das iranianas na Taça Asiática de Futebol Feminino, disputada na Austrália, começou precisamente quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irão, que resultaram na morte do líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei. A equipa foi eliminada no domingo, após perder por 2-0 frente às Filipinas.

“A Austrália está a cometer um terrível erro humanitário ao permitir que a seleção feminina do Irão seja forçada a regressar ao Irão, onde muito provavelmente será morta”, escreveu Trump na rede social Truth Social. “Os Estados Unidos acolhê-las-ão se vocês não o fizerem”, garantiu.

A embaixada da Austrália em Washington não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre as declarações de Trump.

A SBS News noticiou que cinco jogadoras da seleção feminina iraniana “conseguiram libertar-se” e estão agora sob proteção da Polícia Federal Australiana, procurando apoio junto do Governo.

A estação acrescentou que fontes governamentais confirmaram a informação e que o ministro dos Assuntos Internos da Austrália, Tony Burke, viajou para Brisbane para se reunir com as atletas.

O sindicato internacional de jogadores FIFPRO afirmou esta segunda-feira existir grande preocupação com o bem-estar da equipa, que se preparava para regressar ao país depois de ter sido rotulada de “traidores em tempo de guerra”, por se ter recusado a cantar o hino nacional antes de um jogo.

A decisão das jogadoras de permanecerem em silêncio durante o hino iraniano, antes do primeiro encontro frente à Coreia do Sul, foi classificada por um comentador da estação iraniana como o “ponto máximo da desonra”.

Posteriormente, a equipa cantou o hino e saudou-o antes do segundo jogo, frente à Austrália, o que gerou receios entre organizações de defesa dos direitos humanos de que as jogadoras tivessem sido coagidas por representantes do Governo.

Questionado sobre se a Austrália concederia asilo às jogadoras, o secretário de Estado adjunto dos Negócios Estrangeiros e do Comércio, Matt Thistlethwaite, afirmou que o Governo não pode “entrar em circunstâncias individuais por razões de privacidade”.

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