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Futebol Internacional

Onde pára o Tottenham? Entre trocas de guarda-redes e treinadores, Spurs somam pior série de sempre

11 mar, 2026 - 15:40 • Inês Braga Sampaio

Seis derrotas nos últimos seis jogos, duas com Frank e quatro com Tudor, compõem a pior série de resultados em 143 anos, seis meses e seis dias de história do clube inglês.

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Manchester United, Newcastle, Arsenal, Fulham, Crystal Palace, Atlético de Madrid. Seis derrotas em catadupa para o Tottenham, quatro delas sob o comando de Igor Tudor, a pior série da história do clube inglês.

Não é uma história curta. Há já 143 anos, seis meses e seis dias (cinco, na terça-feira), desde 5 de setembro de 1982, que os Spurs moram no Norte de Londres, com níveis de sucesso variáveis. A última vez que se sagraram campeões foi em 1961 e não conquistam a Taça de Inglaterra ou a Supertaça desde 1991; por outro lado, já venceram a Taça UEFA/Liga Europa em três ocasiões, a primeira em 1972 e a mais recente em 2025.

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Se têm dois títulos de campeão inglês, também é verdade que já penaram por curtos e longos anos na segunda divisão: desceram e subiram imediatamente em três instâncias, contudo, noutras duas, ficaram cinco e depois nove temporadas a lutar para regressar ao primeiro escalão.

É uma história de altos e baixos, de longos períodos sem títulos — o último jejum durou 17 anos —, de trocas de mãos (de Irving Scholar para Terry Venables e Alan Sugar, para Joe Lewis e Daniel Levy, para Peter Charrington) e danças de treinadores: nos cerca de seis anos desde a saída de Mauricio Pochettino, em 2019, o Tottenham já vai em nove nomes, com dois portugueses à mistura, José Mourinho e Nuno Espírito Santo.

Um rol de marcas negativas

Mesmo assim, entre todas as dúvidas, toda a contestação e todas as crises vividas ao longo destes 143 anos, seis meses e seis dias de história, nunca o Tottenham tinha alcançado um registo negativo como o que ficou selado na goleada sofrida diante do Atlético de Madrid, por 5-2, na terça-feira, a contar para a primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões: seis derrotas consecutivas em todas as competições.

É a primeira vez que o clube perde seis partidas seguidas. A espiral começou com o dinamarquês Thomas Frank, despedido a 11 de fevereiro, 12 horas depois de ter dito que estava "convencido" de que ficaria, e continua com o croata Igor Tudor, contratado como interino.

Trata-se, atualmente, da pior série de resultados de todas as 96 equipas das cinco melhores ligas europeias — mais os 18 clubes da I Liga portuguesa. Os quatro jogos perdidos por Tudor são também o pior arranque de sempre de um treinador do Tottenham.

Com os três golos sofridos em 14 minutos e 59 segundos, em Madrid, os Spurs bateram igualmente o recorde de desvantagem de três golos mais rápida da história das eliminatórias da Liga dos Campeões.

O jogo no Metropolitano ficou, ainda, envolto em polémica devido aos guarda-redes. Tudor mandou Guglielmo Vicario para o banco, devido ao mau momento de forma do italiano, porém, o seu substituto, o checo Antonín Kinsky, que não era titular desde agosto, teve um arranque desastroso — duas escorregadelas que custaram dois golos, mais um sofrido pela mesma razão, mas com Micky van de Ven como protagonista. À marca dos 17 minutos, Vicario estava a sair de campo, em lágrimas mas sob ovação, e Vicario, que o abraçou, a recuperar a titularidade.

Manchester United (2-0), Newcastle (2-1), Arsenal (4-1), Fulham (2-1), Crystal Palace (3-1), Atlético de Madrid (5-2). Seis derrotas. O despedimento de Igor Tudor, num clube que já é apontado como "cemitério de treinadores", parece, por esta altura, uma inevitabilidade, embora ainda nada tenha sido anunciado, pelas 14h30 de quarta-feira.

Segue-se o Liverpool, no domingo, em Anfield Road, para a Premier League, e depois a receção ao Atlético, no dia 18 de março, para a segunda mão dos "oitavos" da Champions. Resta perceber se, com ou sem Tudor ao leme, o Tottenham continuará a fazer história pela negativa.

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