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CAN 2025

Polémica na final da CAN chega ao TAS: fomos ouvir um jornalista senegalês e um ex-futebolista marroquino

26 mar, 2026 - 15:35 • Matilde Pinhol

“Golpe na credibilidade” da competição e gesto “contra a lei” são alguns argumentos. A final da CAN continua a dar que falar depois de o Tribunal Arbitral do Desporto confirmar que recebeu o recurso apresentado pelo Senegal.

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Esta quarta-feira, o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) confirmou que a Federação do Senegal apresentou recurso da decisão da CAF de atribuir o título de campeão da CAN a Marrocos.

Recorde-se que a final da competição, disputada a 18 de janeiro, gerou polémica. Quando a partida se encontrava 0-0, os senegaleses abandonaram o terreno de jogo em protesto contra um penálti assinalado a favor do adversário. Por insistência de Sadio Mané, a equipa voltou a entrar em campo. Brahim Díaz falhou a grande penalidade e o jogo acabou por ser resolvido no prolongamento, com golo de Pape Gueye aos 94 minutos.

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Em entrevista a Bola Branca, Hassan Nader, ex-Benfica e Farense, e Aliou Goloko, jornalista que acompanhou os Leões de Teranga no Mundial de 2022, posicionam-se nesta questão.

Do lado senegalês, a narrativa é de “indignação absoluta” e de um “cenário de choque” perante uma “decisão injusta”. “Não se pode alterar o vencedor de um troféu na secretaria”, defende, clarificando que o país não reconhece a perda da “segunda estrela”.

“O desporto vive de emoções. Exigir devolver medalhas e troféus meses após a competição é um golpe na credibilidade da própria organização. As pessoas abordam-me na rua a perguntar se vamos mesmo entregar a taça. O país inteiro decidiu levantar-se e lutar, porque o que o Senegal conquistou com suor não pode ser apagado", acrescentou o jornalista.

Por parte dos marroquinos, a palavra é de “justiça”. “Toda a gente viu o que se passou em Rabat. Depois de o árbitro assinalar o penálti, o treinador e os jogadores do Senegal abandonaram o campo e foram para o balneário. Isso é contra a lei e a decisão de devolver a taça a Marrocos é a única correta", defende Hassan.

“Claro que o mais bonito seria festejar no momento, mas o que aconteceu nas bancadas e no relvado do lado do Senegal estragou a festa. Isto serve para que, no futuro, ninguém abandone o jogo só porque não concorda com uma decisão", completou, apontando que a reação em Marrocos foi de grande contentamento. “Além do título, fica a lição de que a África e a CAF estão a mudar para melhor, respeitando as regras disciplinares acima de tudo”, conclui o antigo avançado.

O Senegal irá exibir o troféu da CAN no Stade de France, antes do amigável disputado contra o Peru, sábado às 16h00 (horário de Portugal continental).

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