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FIFA abre processo disciplinar à Federação espanhola por cânticos islamofóbicos

07 abr, 2026 - 21:17 • Lusa

Cânticos discriminatórios foram ouvidos no recinto várias vezes durante o encontro de preparação para o Mundial 2026 entre Espanha e Egito, em Barcelona.

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A FIFA abriu um processo disciplinar à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), por cânticos islamófobos e xenófobos no jogo particular entre Espanha e Egito, confirmou esta terça-feira a entidade que rege o futebol mundial à agência noticiosa AFP.

A partida entre as duas seleções, ambas já qualificadas para a fase final do Mundial 2026, disputada a 31 de março, no Estádio Cornellà, em Barcelona, ficou marcada por cânticos entoados por alguns adeptos espanhóis.

Os cânticos foram ouvidos no recinto várias vezes durante o encontro de preparação para o Mundial 2026, depois de ainda antes do início ter havido assobios quando soava o hino da seleção africana.

Foi num setor de um dos cantos do estádio, onde normalmente se encontra a claque organizada do Espanyol, conhecida como "La Curva", que foi entoado de forma repetida o cântico "quem não salta é muçulmano", a partir dos 20 minutos.

Em resposta a estes acontecimentos, a RFEF utilizou o sistema de som e os ecrãs gigantes do recinto para solicitar o fim dos cânticos ao intervalo, mas não obteve desfecho esperado daquele setor das bancadas, o que incitou grupos reduzidos de adeptos em outros setores.

Através das redes sociais, a RFEF condenou o incidente e reiterou o seu compromisso com a luta contra o racismo: "A RFEF une-se à mensagem do nosso futebol contra o racismo e condena qualquer ato de violência nos estádios".

O presidente da RFEF, Rafael Louzán, lamentou e condenou os acontecimentos após o particular, defendendo que "este tipo de comportamentos" deve ser condenado, que "o futebol deve ser um exemplo de convivência e, acima de tudo, de respeito".

O incidente motivou a abertura de uma investigação por parte da polícia catalã e uma onda de indignação nacional, que se estendeu ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que condenou duramente a "minoria" de adeptos que "manchou" a imagem do país com um episódio "inaceitável".

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