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4ª Conferência Bola Branca

Pep Lijnders: "Guardiola contratou-me porque fui a competição dele durante muitos anos"

28 mai, 2026 - 17:56 • Carlos Calaveiras (entrevista) , Inês Braga Sampaio (texto)

Técnico neerlandês trabalhou com Jurgen Klopp no Liverpool e Pep Guardiola no Manchester City. E revela uma pergunta que Klopp lhe fez sobre o rival: "É tão bom como achamos?"

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Pep Lijnders: "Guardiola contratou-me porque fui a competição dele durante muitos anos"

Pepijn Lijnders revela, na 4ª Conferência Bola Branca, como Pep Guardiola o contratou para adjunto no Manchester City, depois de ter trabalhado durante cerca de uma década com Jurgen Klopp, no Liverpool.

"O Pep ligou-me eu já sabia que ele ia ligar, porque perguntou a algumas pessoas perto de mim como é que eu era", conta o técnico neerlandês, acabado de deixar o City, ao fim de uma temporada.

"Quando ele ligou, tivemos logo uma ligação. Ele explicou como a Premier League estava a mudar, muito homem a homem. Tinha tido um ano complicado e queria criar mais uma vez uma equipa à Guardiola. Sufocar. Pediu mais agressividade no 'pressing' e exercícios novos no treino. E disse: Eu quero ser desafiado. É por isso que estou a pensar em ti'", relata.

E porquê Lijnders? Porque o neerlandês ajudara Klopp a construir um Liverpool que Guardiola chegou a eleger como o rival mais duro da carreira: "O Guardiola contratou-me porque fui a competição dele durante muitos anos."

Pep recorda que, de manhã à noite, trabalhava com Guardiola "ideias, princípios, estratégias para o jogo". Refere que o espanhol é "de nível mundial" a explicar as ideias, a forma como quer jogar e preparar o próximo jogo:

"Trabalha de manhã à noite para preparar a equipa, adora a equipa dele, nunca está satisfeito com o processo de jogo, a qualidade de jogo. Agarra o mau e não larga. Todos nós nos lembramos da equipa do Barça, foi uma inspiração para todo o mundo. Tudo pela vida do Johan Cruijff. Ele criou uma equipa do Barça que, quando fechas os olhos, ainda te lembras de Xavi, Iniesta, Busquets e Messi."

"O caos ficou sempre presente"

Pep Lijnders também lembra com orgulho o trabalho feito na década passada com Klopp e o futebol de "rock and roll" que ajudou a aprimorar: "Construímos um jogo que foi cada vez mais dominador."

"No início, foi mais de reação. Preparamos o 'pressing' e depois reagimos. Cada ano, tentámos ser mais imprevisíveis, melhorar o jogo posicional, a construção desde atrás, comprar jogadores que achássemos que nos dariam algo mais. O que sempre ficou lá foi o 'counterpressing'. Esse caos ficou sempre presente", diz.

Um dos exemplos dessas contratações foi Diogo Jota: "Ele era imprevisível na área."

Voltando ao Manchester Ciy, Lijnders salienta que, embora não tenha sido campeão inglês, ficou "muito contente" com o trabalho feito na renovação da equipa.

"O maior desafio para uma equipa ficar no topo é a renovação", explica.

"Ele é tão bom como nós achamos?"

Pepijn Lijnders termina a contar uma história recente, reveladora da admiração mútua entre Pep Guardiola e Jurgen Klopp.

"O Jurgen ligou-me na última semana e perguntou-me: 'ele [Guardiola] é tão bom como nós achamos?' Eu disse um palavrão. Ele é um craque", finaliza.

A 4ª Conferência Bola Branca decorre esta quinta-feira, no auditório da Renascença, em Lisboa. Conta com convidados como Luís Montenegro, André Villas-Boas, Pepijn Lijnders, Antonio Gagliardi, Pedro Proença e Reinaldo Teixeira. Pode acompanhar em direto aqui.

Intitulada “A Excelência no Futebol", a Conferência Bola Branca centra-se nos caminhos para a excelência no futebol português e mundial e faz a transição entre o fim das ligas profissionais, a conclusão das principais competições europeias de futebol e o arranque da preparação final do Campeonato do Mundo.

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