Futebol
Trabalhadores de estádio do Mundial 2026 nos EUA votam a favor de greve
06 jun, 2026 - 08:48 • Lusa
A decisão não garante que os dois mil empregados de bar, empregados de mesa, cozinheiros e lavadores de pratos do Estádio SoFi, em Inglewood, no estado da Califórnia, entrem em greve.
Os trabalhadores de um estádio em Los Angeles, no sudoeste dos Estados Unidos (EUA), que irá receber partidas do Mundial2026 de futebol votaram a favor de uma greve. A decisão não garante que os dois mil empregados de bar, empregados de mesa, cozinheiros e lavadores de pratos do Estádio SoFi, em Inglewood, no estado da Califórnia, entrem em greve.
Mas dá-lhes a opção de o fazer, após um impasse nas negociações contratuais com a empresa fornecedora de serviços de alimentação ao estádio, que irá receber o jogo de estreia da seleção masculina de futebol dos EUA.
Fierro afirmou que os trabalhadores estão preocupados com os salários e a segurança no trabalho, face ao aumento das inspeções do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).
O xerife do condado de Los Angeles, Robert Luna, disse esta semana que o Departamento de Segurança Interna informou que as autoridades federais estariam presentes nos jogos para ajudar na segurança, mas não para fiscalizar imigrantes.
"De que serve o Mundial para Los Angeles se os trabalhadores não ganham o suficiente para pagar a renda e têm de escolher entre comparecer e serem raptados pelo ICE?", disse Kurt Petersen, copresidente do sindicato UNITE HERE Local 11.
"Se formos forçados a fazer greve, aqueles camarotes da FIFA de 100 mil dólares não terão nada além de água engarrafada e Doritos", acrescentou.
A Legends Global, responsável pela área de hospitalidade no SoFi Stadium, afirmou que a empresa tem uma relação de longa data com o sindicato e está empenhada em chegar a um acordo através de negociações contratuais.
"Estamos ansiosos por oferecer uma experiência de hospitalidade excecional aos adeptos nos jogos do Campeonato do Mundo da FIFA no SoFi Stadium", disse a empresa, em comunicado, na quarta-feira.
Kurt Petersen disse que as negociações contratuais estão a avançar a um ritmo glacial.
O sindicalista disse que a Legends concordou com aumentos salariais mínimos para cozinheiros e lavadores de pratos, mesmo com a expectativa de que o Mundial2026 gere receitas consideráveis.
O sindicato está também a pedir à Legends proteção contra a terceirização e possíveis rusgas da imigração federal.
César Zamora, empregado de bar no estádio, disse ser fã de futebol desde criança e estar desolado por ver o empregador não fazer as mudanças necessárias antes do evento.
"O Campeonato do Mundo da FIFA vai gerar lucros enormes, mas ainda estamos a lutar por respeito e segurança básicos", disse, citado num comunicado do sindicato. "Merecemos mais, e se isso significar entrar em greve, estou pronto", acrescentou.
Grupos comunitários de outras cidades-sede do Mundial, como Atlanta e Miami, também pediram a suspensão das operações do ICE nos EUA, temendo detenções perto dos estádios e dos espaços criados para assistir aos jogos.
O Mundial deverá atrair milhões de adeptos para os jogos de futebol que serão disputados em junho e julho em 11 cidades-sede nos EUA, bem como no Canadá e no México.
- Bola Branca 18h14
- 10 jul, 2026







